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Ensino Religioso ou Catequese? PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Welder Almeida De Oliveira   
Qua, 28 de Abril de 2004 21:00

Historicamente todas as redes de ensino (pública e privada) têm dificuldades e conflitos em ministrar as aulas de Ensino Religioso.

Dificuldades porque os professores insistem em catequizar e educar na fé seus alunos, fato este, que é no mínimo questionável haja vista a existência de várias denominações eclesiais entre os alunos.

Conflitos por que existem pais que não acreditam ou não admitem determinados conceitos religiosos que são apresentados aos alunos como único dogma de fé.
Além destas questões polêmicas que não contribuem muito para o aprendizado do aluno, gostaria de salientar que a educação religiosa deve se pautar
fundamentalmente na análise e no estudo criterioso, crítico e consciente das várias religiões e denominações eclesiais praticadas no mundo e na história, considerando o imenso pluralismo religioso existente em nosso país e, sobretudo despertar a convivência pacífica e ecumênica das várias religiões e igrejas.

As aulas de ensino religioso como são ministradas atualmente não contribuem muito para esta descoberta, pois o professor (seja católico ou evangélico) está mais ocupado em destacar os valores bíblicos e cristãos do que efetivamente ajudar o aluno a fazer uma leitura racional das religiões.

Mas você pode se perguntar: então não se deve relevar os valores cristãos na escola? Como motivação denominacional ou tentativa de disciplinar a fé, não, pois isto é trabalho e função das igrejas e dos movimentos eclesiais. Na escola devemos sim ter uma orientação racional, de conhecimento e análise da conjuntura religiosa.
Os mistérios da fé, a catequese e o proselitismo devem ser concebidos pelas igrejas e pelos movimentos religiosos e não pela escola. A escola é fundamentalmente um local de produção e construção do conhecimento, devendo, portanto oferecer cientificamente elementos necessários para a descoberta da sabedoria. Lógico que isto não impede o professor de ter momentos de religiosidade e fé com os alunos, mas tem que ser feito de maneira bastante ecumênica e harmoniosa, destacando, de maneira especial o que há em comum em todas as religiões.

A convivência ecumênica e o combate à intolerância religiosa são as melhores lições que qualquer escola pode dar a seus alunos, pois fazendo isto estaremos construindo e alimentando a paz no mundo e evitando históricos exemplos de terrorismo que freqüentemente estamos a ver no mundo. As grandes guerras da humanidade tiveram e ainda têm motivações religiosas, portanto espero que este artigo desperte todos os professores de Ensino Religioso para a sua imensa responsabilidade de criar produtores da PAZ.

 

Autor deste artigo: Welder Almeida De Oliveira - participante desde Ter, 13 de Abril de 2004.

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