Adesão à greve pelos professores da UnB foi baixa
Aprovada durante assembléia da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (AdUnB) na última quinta-feira (6), a adesão à greve pelos professores da UnB foi baixa. Parte da campanha por reajuste salarial e incorporação de gratificações, a ação foi planejada com o intuito de coincidir com a data em que diversas categorias de servidores públicos pretendiam entrar em greve: ontem, 10 de maio.
A orientação era para que os docentes destinassem parte de suas aulas à explanação das reivindicações aos estudantes, o que não aconteceu de forma efetiva.
Sem números consolidados sobre a adesão ao movimento, o presidente da AdUnB, Paulo César Marques, confirmou que o indicativo de greve prosseguirá, já que foi aprovado em assembléia nacional e da própria UnB.
Dos cerca de 1,3 mil professores da instituição, apenas 70 deles compareceram à assembléia. Segundo o professor, hoje, os docentes se reunirão novamente para fazer um balanço das ações. “Estamos trabalhando na construção do movimento grevista”, afirma Marques.
O reitor da UnB, Lauro Morhy, disse que qualquer greve prejudica a vida dos alunos, professores e servidores. Mas afirma que o governo federal tem de se mexer para resolver a questão salarial de uma forma definitiva no país. “Precisamos de uma política de salário decente. Espero que o estado veja isso e procure uma solução definitiva, jáque o problema perdura há anos”, comenta Morhy. (UnB)