Alfabetização Solidária visita o Timor Leste
A Superintendente da Alfabetização Solidária , Regina Esteves , inicia dia 5 de março uma visita ao Timor Leste para acompanhar os trabalhos de alfabetização no país, discutir formas de dar continuidade ao projeto e apoiar o governo na estruturação de um programa de educação de adultos. A Alfabetização Solidária está no Timor desde 2001 e já atendeu mais de 4.000 jovens. Com apoio da Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores, milhares de timorenses estão aprendendo a ler e escrever e retomando o aprendizado da língua portuguesa. O português foi proibido no Timor por 25 anos, durante a dominação da Indonésia.
A Alfabetização Solidária é uma organização não-governamental que tem como objetivo reduzir os índices de analfabetismo registrados no Brasil. Paralelamente, busca desencadear a oferta pública de educação de jovens e adultos. A instituição tem vários modelos de parceria. As pessoas físicas 'adotam' alunos; as pessoas jurídicas (empresas, instituições e órgãos governamentais) 'adotam' municípios; e as instituições de ensino superior, que atuam de forma voluntária, garantem a qualidade dos projetos educacionais e coordenam as atividades de alfabetização. Essas universidades trabalham ainda na avaliação, capacitação e acompanhamento dos alfabetizadores.
Consolidada no Brasil, premiada e reconhecida no exterior, a Alfabetização Solidária, por indicação da Unesco, integra o kit da Década da Alfabetização da ONU, como um dos dez programas de alfabetização mais bem-sucedidos do mundo. Serve ainda de modelo para outros países de língua portuguesa. Em 2001 foi implantada no Timor Leste. Depois, em Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e, no ano passado, foi levada para a Guatemala, primeiro país de língua espanhola a adotar a Alfabetização Solidária.
(Assessoria Imprensa)