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Os alunos devem ajudar a direção da escola e os professores a elaborarem os critérios das avaliações, além de analisarem seu próprio aprendizado. O processo poderia promover uma análise mais justa sobre o rendimento do aluno. O parecer foi feito na 8ª Congresso Internacional de Avaliação na Educação — realizado entre 12 e 14 de julho, em São Paulo (SP) —, pelo professor da universidade espanhola de Santiago da Compostela, Miguel Beraza.
“A participação do aluno no processo de avaliação faz dele protagonista. Ele passa a sentir a escola como sua e vai respeitá-la mais”, disse Beraza. O professor ressaltou, ainda, que os pais e familiares também deveriam participar da elaboração dos critérios de avaliações. “A avaliação não é uma classificação, mas um processo de diálogo e melhora. As crianças têm direito a escolaridade e a ter sucesso nessa vida escolar”. Beraza dividiu as atividades escolares em dois grupos, um ligado à criação e à opinião, que é considerado mais rico, outro relacionado às atividades de memorização. “Nas provas valorizamos as atividades mais pobres, de decorar e dar uma resposta sobre algo que não entendeu. Nós desvalorizamos a aprendizagem e a reflexão”.
Ele também avaliou que a cultura neoliberal prejudica o processo de avaliação e de sucesso escolar. “Nós concorremos entre escolas e alunos e as crianças aprendem que para ganhar e ter sucesso vale tudo. Em casa nós nunca perguntamos para as crianças ‘você gostou de aprender?’ ou ‘você ajudou seus amigos nas atividades?’. Nós só perguntamos em quantas matérias elas reprovaram”.
(Envolverde/Aprendiz)
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