Aprendizado com pedras
Por Sergio Nery
Museu de Geociências da UnB recebe, em média, 150 pessoas por semana. Acervo extenso desperta curiosidade de estudantes
O Museu de Geociências da Universidade de Brasília (UnB) tem acervo com duas mil peças expostas e reserva técnica – de referência e de pesquisa – com cinco mil amostras de rochas, minerais, fósseis e meteoritos (essa segunda parte é usada apenas pelos alunos e pesquisadores da UnB). A unidade foi criada em 1965, ocupa 190m² de área e chama a atenção principalmente de estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal, público freqüente entre os 150 visitantes recebidos por mês, em média.
A estudante do 5º semestre de Geologia Patrícia Gomes, 21 anos, é estagiária do museu e trabalha na orientação dos visitantes. Ela considera o local fundamental para reforçar o aprendizado, principalmente entre as crianças. “O aspecto visual é muito forte. As crianças se interessam muito e são capazes de memorizar melhor a teoria, com o acesso às peças, além de conhecerem a importância dos minerais para o seu cotidiano”, afirma.
OFICINAS - Prova disso é o interesse demonstrado pelos alunos da professora de Ciências de 5ª e 6ª séries do Centro de Ensino Fundamental 1 do Núcleo Bandeirante, Denise Bontempo. Ela tem feito visitas regulares e só em 2005 já levou turmas ao museu duas vezes. “O contato com os itens expostos enriquece o aprendizado dos alunos. O acervo é expressivo e complementa as aulas teóricas”, diz a professora.
Para a coordenadora do museu e professora do Instituto de Geociências da UnB, Edi Mendes Guimarães, o trabalho da unidade vai além da visitação pública. São oferecidas oficinas permanentes para estudantes e cursos para professores, atividades também voltadas para a população em geral. “Além de guardar e proteger um determinado patrimônio, os museus são responsáveis pela divulgação do conhecimento produzido na universidade”, analisa Edi.