10/02/2015

Atividades lúdicas transformam ensino em sala de aula

Excursões, projetos interdisciplinares e aulas diferenciadas, com uso de recursos tecnológicos, são algumas das ações promovidas pelo Colégio Estadual Barão de Mauá, em Aracaju (SE), como parte do Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI).

Segundo a diretora da instituição, Maria Cristina Santos, o programa tem resultado em inúmeros benefícios desde que entrou em funcionamento, em 2009.

De acordo com a pedagoga, Maria Cristina, as melhorias proporcionadas pelo programa são atribuídas à interação entre os alunos, com a a realização de trabalhos em equipe, aperfeiçoamento de habilidades e melhor desempenho nas avaliações qualitativas, além de mais tempo de permanência dos estudantes na escola, o que contribui para diminuir a ociosidade fora do ambiente escolar. 

A escolha do tema a ser trabalhado e as estratégias a serem adotadas de maneira interdisciplinar são definidas pelos professores a partir do perfil da turma e das habilidades dos alunos.

“Em reunião pedagógica, no início de cada ano letivo, os professores socializam as propostas de projetos e ações que pretendem desenvolver e convidam os colegas para participar de trabalho em equipe”, explica a professora responsável pelo ProEMI na escola, Martha Heloisa Souza Gomes Resende.

Martha diz que os estudantes gostam muito de trabalhar os conteúdos por meio de projetos. “Eles conseguem aprender e transmitir conhecimentos de forma lúdica e prazerosa”, afirma.

Debates

Professora de História e Sociologia em turmas do ensino médio, Maria Luciene Bomfim desenvolve projetos com professores de outras disciplinas. Em 2014, ela aproveitou a realização da Copa do Mundo no Brasil para criar o projeto Antes de Conhecer o Mundo, Vamos Conhecer nossa Cidade, que envolveu turmas do primeiro ano.

O patrimônio cultural foi o principal conteúdo. Visitas aos museus da cidade e apresentação, a outras turmas, de trabalhos sobre monumentos históricos, por meio de dança, música e comidas típicas, foram algumas das atividades.

Atividades propostas

Com as turmas de segundo ano, Maria Luciene desenvolveu trabalho no qual os alunos faziam apresentações, em grupo, sobre fatos recentes — políticos, econômicos ou sociais —, divulgados nos meios de comunicação. “As apresentações foram excelentes”, diz. “Os alunos expunham suas ideias, de maneira informal e, quando era um tema desafiador, o trabalho instigava debates calorosos com os outros colegas.”

Com as turmas de terceiro ano, em parceria com as disciplinas de português e geografia, foi reeditado projeto desenvolvido com sucesso em 2013, Totalitarismo ou Autoritarismo: Colapso da Democracia.

O trabalho contou com diversas atividades relacionadas aos regimes fascistas da Europa (Itália e Alemanha) e, no Brasil, ao governo de Getúlio Vargas, no período do Estado Novo (1937–1945). Os alunos tiveram como tarefa produzir apresentação biográfica e musical de artistas da era de ouro do rádio no País.

Outra atividade que Maria Luciene desenvolveu com alunos do segundo e do terceiro anos foi a apresentação de videoclipe da música Brasil, Mostra a tua Cara, do compositor Cazuza (1958-1990). “Os alunos assistiram, cantaram e produziram textos e palavras-chave referentes à interpretação da música analisada”, ressalta a professora.

“Nessa diversidade de atividades, percebo o interesse, a integração, a criatividade, a valorização de talentos artísticos e a aquisição de conhecimentos que extrapola o saber da sala de aula, com uma participação maior dos alunos”, destaca Maria Luciene.

Leitura 

As atividades desenvolvidas por Maria Aparecida de Lima Nunes, professora de língua portuguesa e de atividades integradoras, são relacionadas a leitura, interpretação de textos e redação. A cada semana, ela apresenta a alunos do segundo e do terceiro anos do ensino médio um texto motivador. “Discutimos sobre os pontos positivos e negativos apresentados e detectamos possíveis soluções”, diz.

Na aula seguinte, ela apresenta questões para que os alunos desenvolvam habilidades interpretativas. Depois, propõe um tema correlacionado ao assunto discutido e determina aos alunos o desenvolvimento de um texto dissertativo-argumentativo.

“Eles passaram a gostar da leitura, desenvolveram senso crítico, a capacidade interpretativa e de relacionar acontecimentos históricos ao conteúdo de português e às obras literárias”, diz Maria Aparecida.

Fonte:
Portal do Professor 

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