Bolsista da Capes fala sobre a importância da Fundação para a pesquisa brasileira
Victor Bolsanelli trabalha no desenvolvimento de uma plataforma inovadora para a detecção de infecções virais.
Em comemoração ao Dia do Estudante, celebrado no dia 11 de agosto, o Ministério da Educação (MEC) trará, em uma série de matérias especiais, algumas das experiências vividas pelos estudantes que integram programas e políticas públicas educacionais, em diferentes etapas do ensino no Brasil. Na matéria desta sexta-feira, falaremos sobre a experiência de um estudante de doutorado, bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que está trabalhando no desenvolvimento de uma plataforma inovadora para a detecção de infecções virais.
A Capes é uma fundação do MEC que desempenha um papel fundamental na expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) em todos os estados da Federação. Somente no último ano, a Capes concedeu mais de 1.100 bolsas de mestrado e doutorado com potencial voltado ao enfrentamento da Covid-19 e em temas relacionados a endemias e epidemias típicas no Brasil.
Victor Bolsanelli Cioffi, estudante de doutorado direto, conta que o projeto inicial tinha outro foco, mas com o início da pandemia de Covid-19, o grupo de pesquisa remodelou o projeto e passou a trabalhar com o vírus SARS-CoV2. "Nós tínhamos o conhecimento, tínhamos esse princípio e só precisávamos de um incentivo. A Capes foi crucial, porque foi ela quem nos deu esse destaque. Precisávamos do start, dessa oportunidade de bolsa, e a Capes nos concedeu", afirmou Victor.
O doutorando conta que nunca teve dúvidas quanto à carreira que gostaria de seguir, pois a biologia sempre foi sua primeira e única opção: "Eu nunca tive dúvidas. Todos os vestibulares que prestei foram para biologia. Na graduação eu fui me apaixonando cada vez mais pela biologia molecular". Bolsanelli, após a graduação, teve a oportunidade de realizar uma segunda formação no exterior, que foi possibilitada também pela Capes.
Victor afirma que, como pesquisador, seu maior propósito é contribuir para o bem da população. "Esse deve ser sempre o nosso objetivo como pesquisadores. O ponto principal é melhorar a vida das pessoas, e quando isso de fato acontece é muito gratificante", contou Victor.
Por fim, Bolsanelli deixa um recado para todos os estudantes brasileiros: "Trabalhe com muito amor, porque a dedicação do pesquisador é o grande diferencial. Eu sei o quanto é difícil e o quanto nós trabalhamos, mas em hipótese alguma deixe isso te atingir. Sempre coloque como objetivo principal trazer algo de positivo para as pessoas", conclui.
Assessoria de Comunicação Social do MEC