29/05/2004

Campus da USP em São Paulo é parcialmente afetado pela greve


Nem todos os funcionários da Universidade de São Paulo da capital aderiram a greve que teve inicio ontem (27). Alguns dos serviços da Cidade Universitária, como o Hospital Universitário, o Centro de Visitantes e a Guarda Universitária continuam funcionando normalmente. Outros, como as creches, o Centro de Práticas Esportivas (Cepeusp), os restaurantes universitários e o serviço gratuito de transporte - o ônibus circular - aderiram à paralisação.

No Hospital Universitário o atendimento funciona normalmente, mas, com a paralisação da creche, foi preciso improvisar uma sala para receber os filhos dos funcionários. O Hospital atende professores, alunos e funcionários, além da comunidade carente próxima ao Campus. A Reitoria mantém o funcionamento e algumas das Unidades de Ensino paralisadas mantêm o atendimento nas seções de alunos.

Segundo a assessoria de imprensa da Associação dos Docentes da USP (Adusp), parte das Unidades de ensino e pesquisa está parada integralmente ou parcialmente. Não há dados, ainda, sobre o número exato de Unidades ou professores efetivamente em greve. A Adusp afirma que os campi de Ribeirão Preto, São Carlos e Piracicaba estão paralisados e o de Pirassununga deve parar a partir de sexta-feira.

Os funcionários e professores grevistas pedem reajuste salarial de 16%, mais auxílio-alimentação e contratação de novos funcionários e docentes. O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) alega não poder conceder o reajuste. A greve é conjunta nas três universidades estaduais paulistas: USP, Unicamp e Unesp.(Agência USP)

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