30/03/2021

CAPES investe em pesquisa sobre saúde e educação indígena

PDPG - Amazônia Legal da Universidade Estadual do Pará fará pesquisas aplicadas em tribos indígenas

Os indígenas Surui que vivem em Marabá (PA), assim como outras etnias que se encontram em Belém (PA) e comunidades ribeirinhas da Ilha do Combu, no mesmo estado, serão beneficiadas com os investimentos feitos pela CAPES. O Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação - Amazônia Legal desenvolvido na Universidade Estadual do Pará (UEPA) vai operar três grandes linhas de ação. Durante os próximos quatro anos, pesquisadores, doutorandos e mestrandos de cinco cursos de pós-graduação vão trabalhar com a qualidade da saúde destas populações e na melhoria da formação escolar.

O foco da instituição será a investigação in loco sobre o ‘Bem Viver dos Povos Indígenas’, além de análises e estudos sobre a sua diversidade sociocultural, as condições de saúde e as práticas educativas desenvolvidas nas tribos. “Mais uma vez, a CAPES mostra sua sensibilidade em investir em universidades do norte do País, viabilizando o desenvolvimento de programas de pós-graduação de maneira associada ao estímulo do desenvolvimento da qualidade de vida dos povos que habitam nossa região”, observa o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEPA, Renato Teixeira.

Associando os esforços dos Programas de Pós-Graduação em Educação e em Educação Escolar Indígena, pesquisadores poderão analisar e orientar professores indígenas no aperfeiçoamento de suas metodologias de ensino e suas teorias de aprendizagem para a própria população. “Queremos estudar e fomentar uma espécie de pedagogia especial e específica para as populações indígenas”, explica o pró-reitor.

Por outro lado, os Programas de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e em Geografia permitirão investigar as condições sanitárias existentes na mesorregião do Marajó. Neste contexto estão incluídos os estudos dos modos de agricultura convencional e familiar, depósitos de lixo e qualidade do solo, entre outros aspectos.

Paralelamente, os membros do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária da Amazônia deverão se concentrar em estudar os efeitos da COVID-19 em toda a população. “A gente percebeu que parece existir um tipo de síndrome pós-COVID-19. Mesmo curadas, as pessoas não se sentem bem, com saúde plena. Por isso, vamos focar esta pesquisa em reabilitação, envolvendo a fisioterapia e a terapia ocupacional”, explica Teixeira.

A UEPA tem 28 anos de existência e 17 mil alunos em todas as modalidades e níveis de educação superior. Eles encontram-se distribuídos em 21 campi, dos quais 17 no interior do estado. Renato Teixeira comemora: “Somos profundamente gratos à CAPES, pois agora poderemos investir na pós-graduação por meio do novo programa da Amazônia Legal enquanto ainda estamos desenvolvendo, até 2023, o Procad Amazônia”.

PDPG Amazônia Legal
PDPG na Amazônia Legal vai incentivar o desenvolvimento dos programas de pós-graduação em áreas estratégicas na região da Amazônia Legal. Serão oferecidas 488 bolsas: 130 para mestrado, 90 para doutorado e 268 para pós-doutorado. O investimento em cada projeto será de R$627,2 mil, dos quais R$200 mil são destinados ao custeio. A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro e engloba nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

A seleção considerou como áreas estratégicas Biotecnologia, Biodiversidade, Conservação e Recuperação Ambiental, Saúde Pública, Doenças Tropicais e Tecnologias para o Trabalho em Saúde, Combate e Prevenção Voltados ao Enfrentamento de Epidemias, Engenharias, Tecnologia de Informação e Comunicação, Clima, Energia e Recursos Hídricos, Produção Animal e Vegetal Sustentável, e Diversidade Sociocultural, Sustentabilidade e Atividades Socioeconômicas.

 Assessoria de Comunicação Social  do MEC com informações da CAPES - 29.03.2021

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