Capes visita projeto da UFSC
A Coordenação de Aperfeiçoamento da Educação Superior (Capes/MEC) está apoiando dez projetos que funcionam em centros universitários, destinados a capacitar professores e profissionais que fazem atendimento especializado de alunos. No dia 25, a coordenadora de Projetos Especiais da Capes, Isabel Lima, e a assessora da Secretaria de Educação Especial, Marlene Gotti, visitaram um destes projetos: o Educação de Surdos: o professor bilíngüe, o professor surdo e o intérprete de Língua de Sinais em foco, na Universidade Federal de Santa Catarina.
O projeto, desenvolvido pelo Grupo de Estudos de Surdos do Núcleo de Investigação do Desenvolvimento Humano da UFSC, é coordenado pela professora Ronice Muller de Quadros e trabalha pela inclusão de crianças, jovens e adultos, portadores de deficiência física ou mental, além de capacitar profissionais da área da Educação quanto a atitudes e posturas pedagógicas adequadas à educação especial. Outras informações estão no site http://www.ronice.ced.ufsc.br/page_news.htm
Esta é a quarta visita técnica da Capes a universidades que estão desenvolvendo, capacitando e qualificando professores e profissionais para o atendimento especializado de alunos. As primeiras visitas foram realizadas neste ano nas universidades federais do Ceará, do Amazonas e do Rio Grande do Norte e as próximas serão feitas nas Universidades de Brasília, Santa Maria (RS) e de São Paulo (USP).
O apoio da Capes aos centros especializados é feito por meio do Programa de Apoio à Educação Especial (Proesp), implementado em dezembro do ano passado, em parceria com a Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC). O Proesp apóia financeiramente e tecnicamente Núcleos de Pesquisa para o atendimento educacional especializado, inclusive concedendo bolsas de pós-graduação e mestrado para professores da rede municipal e estadual de ensino. Cada um dos 10 projetos está recebendo R$ 420 mil do Programa.
Os Núcleos de Pesquisa, instalados em universidades, oferecem capacitação aos professores para que possam conduzir, de forma crítica e reflexiva, o ensino especial nas escolas. “Não apenas para o atendimento a estudantes portadores de deficiência, mas à diversidade de alunos, o que inclui os que apresentam dificuldade na aprendizagem, seja por problema de violência familiar, de socialização, ou qualquer tipo de desvio”, explica Isabel Lima.
A seu ver, o Proesp é importante para superar dificuldades dos professores. Muitos deles, seja de Português, de Química ou outra matéria, encontram em suas salas alunos surdos, por exemplo. O objetivo dos Núcleos de Pesquisa é trabalhar para superar estas dificuldades.
(MEC)