23/06/2004

Ciclo básico já é adotado por universidades


Para reforçar a base do conhecimento dos alunos nas áreas escolhidas e dar tempo para a escolha da atuação profissional, algumas universidades já estão utilizando o ciclo básico, um dos pontos da reforma universitária em discussão no Ministério da Educação (MEC).

O modelo é adotado em alguns cursos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, Instituto Tecnológico da Aeronáutica (Ita) e Faculdade de Economia e Administração de Curitiba.

Na USP, o ciclo básico é utilizado nos cursos de Engenharia, Letras, Matemática, Artes Plásticas e nos 12 cursos do novo campus Leste que terão início em 2005. Há cinco anos, a USP implantou o sistema na Escola Politécnica, que abrange 13 tipos de engenharias e oferece 750 vagas a cada vestibular. No final do primeiro ano, o aluno escolhe a área de conhecimento em que pretende atuar (química, mecânica, elétrica ou civil) e no fim do segundo ano ele opta pela habilitação específica do curso (metalúrgica, materiais, mecatrônica, ambiental, computação, etc).

Para o diretor da Escola Politécnica, professor Vahan Agopyan, o ciclo básico "permite dar uma formação mais ampla para o jovem que entra na universidade, principalmente na área de engenharia, que é bastante abrangente".

O representante do sindicato das mantenedoras das instituições particulares de ensino de São Paulo, Antonio Carbonari, diz que a proposta do MEC seria facilmente operacionalizada nas universidades particulares. Ele explica que já há cadeiras comuns nos primeiros anos de todos os cursos, como filosofia, informática, direito e legislação. Segundo ele, o ciclo básico diminuiria até os custos das instituições.

De que forma o ciclo básico vai funcionar caberá às instituições de ensino definir. Mas a idéia é de que não seja apenas uma continuação do ensino médio, com o oferecimento de todas as matérias, mas divididas por áreas. "O ciclo básico não forçaria uma especialização prematura de estudantes de 17, 18 anos, que, se desistem hoje da área que escolheram, perdem toda uma formação inicial", explica o secretário-executivo do MEC, Fernando Haddad. (MEC)

Assine

Assine gratuitamente nossa revista e receba por email as novidades semanais.

×
Assine

Está com alguma dúvida? Quer fazer alguma sugestão para nós? Então, fale conosco pelo formulário abaixo.

×