20/07/2005

Ciência e Tecnologia destinará mais recursos para a extensão em universidades públicas

Por André Augusto Castro e Diego Amorim

MCT vai investir R$ 24 milhões para atividades na área e espera caminhos não assistencialistas, inovadores e participativos

Enviados especiais da UnB Agência

FORTALEZA (CE) – A abertura da 57ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na noite de domingo, 17 de julho, trouxe boa notícia para os extensionistas brasileiros. O secretário para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Rodrigo Rollemberg, divulgou que a pasta vai investir R$ 24 milhões para ações de extensão nas universidades públicas. “Essa área recebeu, historicamente, menos investimento e atenção do que a pesquisa e a graduação. Queremos investir em caráter inovador, participativo e não assistencialista”, indica.

Com isso, o MCT pretende criar um diálogo entre os saberes tradicionais da população e os acadêmicos, criando uma nova categoria na produção de conhecimento no país. Rollemberg reconhece o momento delicado que o país vive, mas aponta que o MCT tem conseguido garantir seus recursos para financiamento de estudos pesquisas. “O Brasil que queremos precisa da contribuição efetiva de universidades e instituições públicas”, afirma. Rollemberg destaca ainda que o MCT procura dar sustentação às políticas na área para consolidar o sistema nacional de ciência e tecnologia.

Atualmente, mais de R$ 300 milhões estão disponíveis em editais ou encomendas, dividas em três eixos: indústria, inclusão social e necessidade de desenvolvimento do país. O secretário ainda apontou que o MCT tem investido muito em biodiesel, uma boa alternativa de renda para a população do semi-árido brasileiro.

ESTÍMULO - Durante a abertura, o secretário demonstrou com números o interesse dos estudantes brasileiros pela pesquisa. O exemplo foi a primeira Olimpíada Matemática das Escolas Públicas, organizada pelos ministérios da Educação (MEC) e pelo próprio MCT. A expectativa era receber quatro milhões de inscritos, mas foram 10,5 milhões. Podem participar da competição estudantes de 5ª à 8ª séries do ensino fundamental e do ensino médio de escolas públicas brasileiras e os inscritos deverão resolver os problemas de matemática propostos.

A olimpíada foi criada para estimular o estudo de Matemática, identificar jovens talentos e abrir novos caminhos nas áreas científica e tecnológica. A iniciativa aproxima alunos e professores, que "treinarão" juntos para a competição. Os professores têm o papel fundamental de incentivar, acompanhar e preparar os alunos para desenvolverem habilidades e métodos de pensamento e de trabalho. A premiação inclui um total de 1.110 medalhas nas categorias ouro, prata e bronze, certificados de menção honrosa, 2.001 bolsas de iniciação científica júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Também serão premiados os professores dos 100 melhores alunos, que ganharão estágio de 15 dias no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), vinculado ao MCT. Dentro dessa centena com melhor posição na competição, as escolas dos 27 alunos com melhor classificação, um por estado, ganharão laboratórios de computação e certificados de mérito nacional. As 73 escolas seguintes que obtiverem a maior pontuação dentre as municipais, estaduais e federais, independentemente da sua unidade federativa, receberão certificado de mérito nacional.

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