31/07/2026

Como a Educação Pode Fechar a Janela de Overton para os Absurdos Sociais

Por Wolmer Ricardo Tavares – Mestre em Educação e Sociedade, Escritor, Palestrante e Docente – http://www.wolmer.pro.br

Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/9745921265767806

 

Como é engrandecedor o poder da educação quando instiga a busca do conhecimento crítico, do discernimento e da autonomia intelectual, fazendo com que seus educandos não se acomodem na inércia da tênue linha que separa o agente pensante do ser imbecilizado e alienado.

Nas redes de relacionamentos é comum encontrarmos estultices, fakenews e de forma explícita a polarização que perpassa muitas vezes pela imbecilidade, todavia, somos presenteados com verdadeiras joias de conhecimento que além de ilustrar a realidade, desconstrói a narrativa imposta pela elite, induzindo o povo tanto a uma alienação quanto a uma atrofia cognitiva e coletiva.

Obvio que essa ação intencional leva a sociedade a um colapso moral sem precedentes a ponto de romantizar o que deveria ser abolido de qualquer especulação e/ou discussão, todavia, uma ferramenta conhecida como Janela de Overton, muito bem explanada pela Juvi Chagas[1], criadora de conteúdo digital que faz com que as pessoas ativem suas sinapses cognitivas pelo simples ato de pensar e discernir.

Questões que sequer deverem ser comentadas como volta da ditadura, fim do voto feminino, fim da cota racial, movimento contra vacina, não educação sexual nas escolas, validação do sistema patriarcal, projetos anti-misoginia, blindagem política contra investigação de corrupção e outras infrações, escola cívico militar, colonização do Brasil pelos Estados Unidos instigando o vassalismo e quebra da soberania brasileira, lei da menor idade penal, dentre outras questões que sequer deveriam entrar em pauta, justamente pelo teor moral que sequer precisa de um mínimo de esforço para uma validação contra ou a favor, mediante a um direito já conquistado e até mesmo constituído ne Lei Magna da Constituição, todavia, existe uma estratégia utilizada pelos extremistas de desmobilização dos debates fazendo com que novos absurdos venha a tona e sejam reconsiderados, fazendo dessa forma com que os velhos absurdos sejam pelo menos plausíveis. 

Como relatado por Juvi Chagas, a viabilidade de uma ideia política considera 6 estágios que vão do impensável, radical, aceitável, sensato, popular até se transformar em políticas públicas 

A Janela de Overton é um modelo teórico da ciência política que define a faixa de ideias e discursos políticos aceitáveis perante a sociedade em um certo contexto, e com base nisso, Crocetti (2026)[2] elucida que o espiral do silencia facilita para que janela seja uma dinâmica aceitável, já que ela se encontra embasada pelo capitalismo informacional, sendo vantajoso para grupos políticos extremistas, lobistas, conglomerados de mídias, plataformas bets que buscam normalizar pautas radicais monetizando assim os engajamentos gerados pela polarização e discursos baseados em falácias.

Uma forma que a educação tem de fazer o enfrentamento da Janela de Overton é desenvolvendo em seus alunos o letramento midiático, o pensamento crítico e o protagonismo cognoscente, de forma com que seja percebido pelos discentes todo tipo de manipulação nos discursos proferidos pelas instituições sobressaltadas acima.

Amparados pela BNCC, os professores deverão abordar análise histórica, isto é, entender o contexto em que foi criado a tal narrativa a qual quer ser refutada, como o fim da cota racial dentre as outras já citadas acima, fazer o mapeamento de mídia de forma com que os discentes possam rastrear notícias e publicações que abordem o tema; defender ponto de vista por meio de um debate que instigue estudos acadêmicos e/ou científicos que fuja a qualquer forma de especulações; desconstrução de algoritmos fazendo com que os alunos tenham melhores entendimentos de como as plataformas digitais agem e lucram ao instigar o movimento da Janela de Overton e letramento digital contra a desinformação.

 

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