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Criar um milhão de vagas no ensino profissionalizante até 2014, com o objetivo de levar para o país o modelo de escola técnica adotado no estado de São Paulo. A promessa é do candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) à Presidência da República, José Serra. “Isso oferece futuro para os jovens e crescimento para a economia”, disse o tucano no debate Folha/UOL, realizado na última semana.
No entanto, o candidato não tem assumido metas com relação aos recursos orçamentários para investir na educação. Também não tem declarado quais ações pretende tomar para valorizar a carreira docente.
Em declarações à imprensa, Serra tem focado o ensino profissionalizante quando o assunto é educação. Sem dizer como, o tucano afirmou que vai criar o que chamou de "ProTec", um projeto baseado nos moldes do Programa Universidade para Todos (ProUni).
Também, na prévia de seu programa de governo (composto por discursos do candidato no Encontro Nacional dos Partidos PSDB, DEM E PPS e na Convenção Nacional do PSDB), Serra promete multiplicar os cursos de qualificação de curta duração para trabalhadores desempregados.
Para obter informações mais detalhadas sobre as metas para o setor educacional dos quatro principais presidenciáveis, o Portal Aprendiz solicitou entrevistas com os candidatos. O pedido para conversar com Serra foi encaminhado no final de julho e formalizado junto à assessoria por e-mail no dia 2 de agosto. Após adiar o prazo por duas vezes, a data final combinada para a entrega de questões respondidas foi a última quarta-feira (18/8), mas o material solicitado não foi enviado.
Outras promessas
Recentemente, o candidato do PSDB disse que educação tem de ser uma obsessão de governo, porque o desenvolvimento e a qualidade de vida dependem do nível de ensino. Segundo o tucano, é também a educação que pode prevenir que crianças e adolescentes sejam seduzidos pelas drogas.
Com relação ao ensino básico, Serra tem afirmado que é necessário reforçar o aprendizado, colocando dois professores por sala de aula na primeira série do ensino fundamental. “Porque queremos que todas as crianças de oito anos estejam alfabetizadas. Uma das formas é ter a professora titular e a auxiliar que vai ter uma espécie de bolsa, pois estuda pedagogia”, explicou o candidato em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura.
O tucano também já declarou ser contra a promoção continuada, prática adotada no estado de São Paulo inclusive durante sua gestão (janeiro de 2007 a abril de 2010). “Você não pode acabar com isso de um dia para o outro. O que fizemos foi reforçar a qualidade do aprendizado”, justificou o candidato.
Serra ainda promete implementar um programa de distribuição de três livros anuais aos alunos da rede pública de ensino do país a partir da quarta série. “Gradualmente serão cem milhões de livros anuais”, disse ao visitar a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de acordo com informações da Agência Brasil.
“Se for eleito, pretendo que todos tenham banda larga, inclusive com objetivos mais ambiciosos. O previsto não é tão ambicioso quanto eu gostaria”, afirmou o candidato à imprensa, sem detalhar como pretende aprimorar o programa implementado pelo atual governo federal. O Banda Larga nas Escolas alcançou quase 73% das instituições públicas de ensino do país, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Greve dos professores e gestão educacional
O PSDB administra o estado de São Paulo há 16 anos. Durante sua passagem pelo governo paulista, Serra se deparou com descontentamentos de professores e alunos universitários. Neste ano, docentes da rede estadual de ensino permaneceram em greve por um mês, voltando às salas de aula no início de abril. Os professores paulistas reivindicavam 34,3% de aumento salarial. O pedido não foi atendido.
Em 2007, estudantes se mobilizaram contra um decreto que, segundo interpretação do movimento, subordinaria as universidades estaduais (USP, Unesp, Unicamp e Fatecs) à Secretaria do Ensino Superior, o que foi visto como tentativa do Executivo de interferir na autonomia das instituições. Após greves e ocupação do prédio da reitoria da USP por 51 dias, a medida não avançou.
A coligação que apoia a candidatura do tucano conta com os partidos DEM e PPS, além do próprio PSDB.
A página oficial do candidato Serra é http://joseserra.psdb.org.br/
(Envolverde/Aprendiz)
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