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Uma delegação do Benin, país da região ocidental da África, está no Brasil em visita técnica e para consolidar projeto de cooperação. A missão africana conhecerá cursos na área de agricultura e agroecologia oferecidos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília. Há interesse também nas experiências desenvolvidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego nas áreas de economia solidária e cooperativismo.
No encontro com representantes da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, os beninenses mostraram interesse no programa Tec Nep, de inclusão e profissionalização de pessoas com deficiência, e no e-Tec Brasil, que oferece ensino técnico a distância.
Os integrantes da missão participaram de aula expositiva no campus de Planaltina do instituto de Brasília. O diretor do Liceo Agrícola Médji de Sékou, Marcellin Hylé, revelou que no Benin há preconceito com o acesso a profissões da área agrícola pelas mulheres. “Para cada cem alunos, somente 28% são do sexo feminino”, disse.
Intercâmbio — Residente no campus de Planaltina e aluna do primeiro semestre do curso superior em agroecologia, Charlote Emanoele da Silva, 20 anos, está empolgada com a perspectiva de fazer intercâmbio no país africano. "Sei que o forte do Benin é a parte agrícola, com a produção de algodão. Tem tudo a ver com nosso curso”, salientou. “Pretendo ir lá para aprender sobre a cultura e a forma de produção deles.”
A Setec mantém vários projetos em parceria com países africanos, como Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. “É importante que esses convênios sejam firmados para que experiências bem-sucedidas no Brasil possam ser reproduzidas e para que também possamos aprender com esses países”, destacou o secretário de educação profissional do MEC, Eliezer Pacheco.
A delegação beninense fica no Brasil até esta quinta-feira, 15, quando será firmado o acordo de cooperação com o instituto de Brasília.
(Envolverde/MEC)
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