28/07/2004

Dívida de hospitais universitários chega a R$ 350 milhões


Os hospitais universitários, instituições de saúde, mantidas com recursos do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Saúde (MS), possuem R$ 350 milhões em dívidas com fornecedores e folha de pagamento.

As contratações de funcionários terceirizados, via fundações de apoio às universidades, fizeram com que a dívida dos hospitais se acumulasse, prejudicando ainda mais as contas das instituições.

Numa tentativa de diminuir o problema, o secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Nelson Maculan, a presidente da Andifes - Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, reitora Ana Lúcia Gazolla e o reitor Arquimedes Ciloni, se reuniram com o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Valmir Campelo. O grupo foi pedir a prorrogação do prazo dado às universidades federais para a convocação de concurso público e renovação do quadro de servidores. A data limite estabelecida pelo TCU vence no próximo dia 31 de julho.

O reitor cita o problema do hospital da Universidade Federal de Uberlândia (Ufu), onde é reitor. O hospital da federal de Uberlândia possui a segunda maior dívida, depois da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Temos que lembrar que 90% da formação dos profissionais da área de saúde é realizada nos hospitais universitários, sem contar o atendimento social”, ressaltou o reitor.

Para o reitor a solução definitiva seria uma linha de crédito para as universidades, com juros abaixo do mercado. Seria um financiamento em longo prazo, nos bancos estatais como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. “Para que as universidades possam captar recursos e ir zerando a dívida com os fornecedores”, explicou.

Atualmente, o Programa Interministerial de Apoio à Manutenção dos Hospitais Universitários, sob responsabilidade dos ministérios da Saúde e da Educação, tem a obrigação de destinar R$ 100 milhões anuais para o “custeio” das instituições. Deste montante, cada ministério seria responsável pela quantia de R$ 50 milhões. (Agência Brasil)

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