27/11/2023

Educação, Comunicação Midiática e Desinformação

Por Wolmer Ricardo Tavares – Mestre em Educação e Sociedade, Escritor, Palestrante e Docente – www.wolmer.pro.br

Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/9745921265767806

 

A educação tem que romper a inércia da alienação que é o reflexo de uma comunicação midiática embasada em falácias, manipulações e até mesmo estratégias vis para a subjugação do consciente do cidadão que teve subtraído todo o seu senso de discernimento.

Tivemos vários exemplos em nossa história, como a educação midiática que apoiou o golpe militar, que deu suporte ao impeachment de cunho jurídico, político e midiático de uma presidente iniciando assim uma estratégia política para posteriormente prisão de um dos maiores líderes políticos do país e consequentemente, e eleição de alguém que almejaria um outro golpe militar.

Observe, o papel da comunicação midiática sempre foi de manipular a opinião pública, omitindo fatos e explicitando informações baseadas em especulações.

A professora Doutra Eliana Rezende Bethancourt[1], em um de seus textos elucida que realmente a mídia impressa e televisiva, trabalham fatos com o intuito de desinformar seus ouvintes e quanto a isso, temos vários exemplos e o que é impressionante, é que essa mesma mídia criou um mito que foi contra tudo que a democracia representa.

Interessante pontuar nas falas da professora supracitada que a mídia em momento algum, busca cobrir de forma integra e imparcial os fatos, pois na verdade ela lida o tempo todo com a manipulação tornando-se cada vez mais tendenciosa.

Temos como exemplo o conflito entre Israel e a Palestina, conforme pontua a professora, podemos perceber a manipulação dos fatos nas palavras proferida pela reportagem e pelo tempo direcionado a cada uma das partes.

Reféns foram liberados devido a um acordo firmado por ambas partes, todavia, a grande mídia usa palavras dissonantes para cobrir um fato que ficará registrado na história.

Para um lado as palavras têm o peso do chumbo e ao mesmo tempo, a eficácia de um bisturi, e em contrapartida, para o outro lado, as palavras tem a leveza de uma pluma e a suavidade da hipocrisia.

Temos reféns x prisioneiros, soldados x terroristas, vítimas x moedas de troca, enfim, omitiram o genocídio de civis e crianças que ultrapassaram 15 mil mortos, ou seja, é a história contado por apenas um dos lados e que poderá ou não ficar registrado em nossos livros.

Cabe a educação oferecer condições para que o aluno tenha discernimento para perceber estas nuances dessa comunicação midiática que escolhe um lado e geralmente é o lado que a proporcionará mais e melhores deleitos.

Essa mesma educação que também é manipulada para construir uma geração de alienados subtraídos de um protagonismo cognoscente e que aumentará de forma exponencial o número de manipulados pela comunicação midiática.

Assim sendo, nós professores encontramo-nos em um impasse, já que nos tornamos responsáveis pelo mal que deixamos de combater e este mal se combate com o conhecimento e discernimento, justamente estes dois fatores que precisamos desenvolver em nossos educandos, pois a mente só será livre da manipulação se esta mente tiver conhecimento dos fatos e discernimento.

 

 

[1] Para mais informações vide https://lnkd.in/dUeMm_5G

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