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Florianópolis - O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, defendeu investimentos em educação e em inovação tecnológica como prioritários para que o país continue crescendo. "Se em 2006 o objetivo era reduzir a pobreza e as desigualdades, hoje, para que o Brasil possa assumir novos patamares definimos o compromisso com a educação como prioridade número um", afirmou Padilha, que junto com o presidente da FIESC, Alcantro Corrêa, conduziu a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), nesta sexta-feira, na FIESC.
Os temas educação e inovação tecnológica fazem parte da Agenda Nacional para o Novo Ciclo de Desenvolvimento, documento apresentado no encontro que define os temas fundamentais para o futuro do país. No caso da inovação tecnológica, Padilha disse que serão necessários esforços conjuntos do setor privado e do governo para ampliar investimentos na área, como maior oferta de crédito e mudanças na política fiscal.
A presidente da Camisaria Dudalina, Sônia Hess, conselheira do CDES, defendeu mais investimentos para a infraestrutura de Santa Catarina e pediu atenção para as obras da BR 470 e a BR 101. Sônia afirmou ainda que os aeroportos estão defasados e com capacidade esgotada. Ela também afirmou que é preciso criar alternativas para que a indústria seja mais competitiva. Ela chamou a atenção para setores como o têxtil, que vem perdendo espaço para países como China, Coréia, Bangladesh e Marrocos. "O Brasil está exportando mataria-prima e não produtos de valor agregado", disse.
A agenda contempla nove desafios: 1) Os novos horizontes da educação; 2) Desafios do estado democrático e indutor do desenvolvimento; 3) A transição para a economia do conhecimento; 4) Trabalho decente e inclusão produtiva; 5) Padrão de produção para o novo ciclo de desenvolvimento; 6) O potencial da agricultura; 7) O papel da infra-estrutura: transportes, energia, comunicação, água e saneamento; 8) A sustentabilidade ambiental e 9) Consolidação e ampliação das políticas sociais.
O CDES, composto por 92 líderes da sociedade civil, tem realizado debates regionais para que as lideranças locais possam contribuir com o aprimoramento da agenda.
(Envolverde/Fiesc)
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