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O aumento no número de matrículas escolares e a melhora da qualidade da educação foram responsáveis por elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da América Latina. A avaliação foi feita no Relatório de Desenvolvimento Humano 2010, publicado nessa quinta-feira (4/11), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Nos últimos 40 anos, pouco mais da metade das crianças em idade escolar da região estudavam. Atualmente, esse número é de mais de 80%, com alguns países atingindo quase 100% de matrícula, segundo o relatório.
"Em alguns aspectos, especialmente nas matrículas escolares, a América Latina está se aproximando dos níveis da Europa e da América do Norte", afirmou a autora da publicação, Jeni Klugman, ao portal G1.
O Brasil, no entanto, precisa melhorar a qualidade da educação para aproximar seu IDH de países vizinhos, como a Argentina e o Uruguai, segundo o economista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Flavio Comim, em declaração ao portal G1.
Na América Latina, o Brasil ocupa a 11ª posição, atrás de países como Barbados, Bahamas, Chile e Argentina, que lideram o ranking. No mundo, o Brasil apresenta o 73º maior IDH entre 169 países avaliados. Os cinco primeiros colocados são Noruega, Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. O cinco últimos são Zimbábue, República Democrática do Congo, Níger, Mali e Burkina Faso.
Apesar do progresso na educação, o relatório aponta que a América Latina é prejudicada no ranking pela má distribuição de renda, que ainda é a maior do mundo. O relatório estima que 10% da população a região viva em condições de pobreza e sofra com privações em saúde e educação.
No Haiti, último colocado no IDH da América Latina, 57% das pessoas vivem na pobreza, segundo o relatório. No Uruguai, apenas 2%.
Novo IDH
O calculo do Índice de Desenvolvimento Humano sofreu uma das suas maiores alterações desde que foi criado, há 20 anos. Em razão da mudança, não é possível comparar o novo IDH com os índices divulgados em relatórios anteriores. Os dados de 2009, porém, foram recalculados seguindo a nova metodologia e mostraram que o Brasil evoluiu quatro posições no ranking, segundo o PNUD.
O índice manteve suas características principais — varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano) e engloba três aspectos do desenvolvimento humano: educação, saúde (medida pela longevidade) e renda. Assim, conserva a premissa que o progresso de um país deve ser mensurado não apenas pelo crescimento econômico, mas também por avanços em saúde e educação.
Porém, o Índice sofreu alterações nos indicadores de renda e educação e no cálculo final. A reformulação retirou 15 países e territórios da lista de avaliados (incluindo Cuba, Omã e Líbano) por não disporem de dados de pelo menos um dos quatro indicadores usados no índice.
*Com informações do G1 e do PNUD
(Envolverde/PNUD Brasil)
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