Educação para o Desenvolvimento Sustentável é alvo de críticas na Univali
O II Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental foi encerrado na quarta-feira (10), em Itajaí (SC), com a aprovação da Carta de Itajaí, documento elaborado em diversos grupos de trabalho para servir de fomento aos educadores ambientais do país.
Durante a reunião de elaboração da Carta de Itajaí, o professor da Universidade Nacional Autônoma do México, Edgar Gonzáles Gaudiano, criticou a proposta da Unesco de fomentar a educação para a sustentabilidade, afirmando que na América Latina e Caribe a difusão desse conceito oferece riscos ao trabalho desenvolvido nos últimos 20 anos por diversas entidades não-governamentais e governos.
Ele explicou que a história da educação ambiental na América Latina está intimamente ligada às lutas por justiça social, além de ser mais característica de movimentos sociais e entidades ambientalistas do que propriamente de governos. Segundo ele, a inserção da temática no ensino formal, tal como acontece no Brasil, acontece apenas no México, Costa Rica e Colômbia, sendo o caso brasileiro um dos mais organizados. "Brasil e Colômbia avançaram na inclusão da educação ambiental na sala de aula, mas de resto, ela tem sido vinculada a processos sociais."
O próximo Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental deverá ocorrer no Paraná, em 2005.