10/11/2014

Empresas e aceleradoras falam dos avanços obtidos com o programa Start-Up Brasil

Os resultados integraram a programação do primeiro Demo Day promovido pelo programa federal

 

Carlos Eduardo Pádua Sarcinelli é co-fundador da Sensorbox, uma empresa de soluções em tecnologia da informação e telecom, apoiada pelo programa federal Start-Up Brasil. Ela integra a turma 1 do programa, que participou, nesta quinta-feira, do primeiro Demo Day promovido pela iniciativa.

O encontro, realizado em São Paulo, reuniu mais de 250 convidados, entre startups, aceleradoras, investidores e apoiadores do programa. A programação incluiu, além de um balanço das atividades, a apresentação para investidores de 15 startups com maior grau de desenvolvimento.

Para Sarcinelli, que contou com o apoio da aceleradora Start You Up, participar do processo abriu muitas portas em pouco tempo.

"O Start-Up Brasil nos auxilia como uma validação de que a empresa é séria", disse Sarcianelli. "Com isso, entramos no mercado com mais segurança. Somos do Espírito Santo e as perspectivas ali são limitadas. O programa nos ajudou a ampliar nossa atuação no país rapidamente".

A Sensorbox desenvolveu uma solução de hardware e software para monitoramento remoto de infraestrutura, o que possibilita prever e informar problemas, em tempo hábil para a tomada de decisões. Além de monitorar ambientes, emite alertas por problemas elétricos, temperatura, invasão e eficiência energética.

Resultados

A turma 1 contempla 45 startups, das quais 38 são brasileiras e sete são internacionais. Elas receberam apoio para a pesquisa, desenvolvimento e contratações, além de investimento e mentoria de aceleradoras.

O valor captado no mercado (R$ 9,63 milhões) durante a aceleração superou o valor público investido (R$ 7,7 milhões). De janeiro a agosto de 2014, o faturamento das startups cresceu 139%, com um aumento de 63% no número de colaboradores das empresas.

Para Luciana Caletti, do site Love Mondays, entrar no programa foi o que permitiu tirar a Love Mondays do plano das ideias e transformá-la em realidade. O site é uma comunidade de carreiras e oportunidades, em que funcionários e ex-funcionários comentam, anonimamente aspectos da empresa onde trabalharam ou trabalham, tais como, plano de saúde, política salarial e ambiente. A aceleradora responsável pelo projeto no Start-Up Brasil foi a Aceleratech.

"Para nós foi fundamental participar do programa. Isso nos permitiu contratar pessoal para o desenvolvimento da plataforma", conta a empreendedora. "Já temos quatro mil empresas e 40 mil atualizações. Nossa missão é alcançar o primeiro lugar em busca em alguns anos".

As aceleradoras selecionadas pelo programa reforçam o trabalho com foco na premissa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI): movimentar o ecossistema.

"Realmente queremos uma mudança positiva da sociedade, criar algo duradouro, e colocamos nas empresas o nosso DNA", ressaltou Sean Lindy, da Aceleratech. "Nós tiramos gargalos e ajudamos todos a crescer. A relação com as empresas é como um casamento: só ganha se os dois ganham".

Sobre o programa

Lançado em novembro de 2012, o Start-Up Brasil funciona por edições, com duração de um ano, e realiza duas chamadas públicas, uma para qualificar e habilitar aceleradoras e outra para a seleção de projetos startups, com duas rodadas semestrais.

Em dois anos de execução, mais de 2.200 empresas se inscreveram nas três primeiras edições. Nas turmas 1 e 2 foram apoiadas 94 startups, a turma 3 está fechando contrato com as aceleradoras e as inscrições para a turma 4 terminaram em outubro.

O ciclo da turma 1 termina no Demo Day, mas o contato e o auxílio continuam.: as 45 startups serão acompanhadas ao longo de toda a sua jornada, com o monitoramento regular de suas atividades, o compartilhamento de dados e a permanência das aceleradoras nas empresas, gerando um ciclo de mentoria com as novas participantes do programa, que entra na turma 4 em 2015.

Fonte: MCTI

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