Ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira é regulamentado
Ontem (20), o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana tornou-se obrigatório no currículo de todas as escolas de ensino fundamental e médio. O ministro da Educação, Tarso Genro, regulamentou o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre as diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana.
De acordo com Petronilha Gonçalves e Silva, conselheira do CNE e relatora da proposta, a regulamentação vai criar "pedagogias alternativas de combate ao racismo e à discriminação". Segundo ela, alguns estados já realizam experiências de sucesso nesse quesito e a nova medida "deve provocar uma reeducação de princípios étnicos-raciais que reduzirá o preconceito".
Para o secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Discriminação da Presidência da República, Ivair Augusto Alves dos Santos, essa decisão do MEC irá colocar novos paradigmas no enfrentamento da questão racial na sala de aula e coroa um trabalho de quase um século do Movimento Negro. (MEC)