Entidades sindicais e sociais apoiam reforma universitária
Ontem (18), onze representantes de entidades sociais e sindicais assinaram um protocolo de cooperação para a redação final do anteprojeto de Lei da Reforma da Educação Superior. Eles foram recebidos pelo ministro da Educação, Tarso Genro, em São Paulo.
À tarde, mais oito entidades de movimentos sociais do campo também firmam o documento. “A reforma da universidade pública não pode ser feita sem a academia, mas não pode ser feita só com a academia. Se a sociedade não participa, a reforma pode revelar distorções corporativas e ser em vão”, disse o ministro.
Tarso Genro estimou que o documento final esteja pronto em novembro. “Em seguida, será remetido ao presidente Lula para que ele decida se deve ser enviado ao Congresso ou se as discussões continuam por 30 ou 45 dias”, explicou.
De acordo com o ministro, cerca de 60 a 70 mil alunos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano devem estudar gratuitamente em universidades particulares já em 2005, como desdobramento do Programa Universidade para Todos (ProUni). O programa foi instituído em setembro deste ano por medida provisória.
Participaram do encontro representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Confederação da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central Autônoma de Trabalhadores (CAT), Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), Social Democracia Sindical (SDS) e Pré-Vestibular de Negros e Carentes (PVNC), do Rio de Janeiro. (Agência Brasil)