22/09/2004

Escola resgata brincadeiras de antigamente


As vésperas do Dia das Crianças, já em meio ao burburinho em torno de brinquedos de todos os tipos e preços, o projeto "Brincadeiras", conduzido junto ao Maternal do Centro de Educação Infantil Algodão Doce, em Belo Horizonte (MG), mostra aos pais que os gastos com brinquedos caros pode ser dispensável.

Os próprios pais e suas memórias são os materiais didáticos do projeto que, realizado uma vez por semana, já se transformou em um dos momentos preferidos da garotada com idade entre 3 e 4 anos.

"No início do ano convidamos os pais a pensarem em suas brincadeiras de infância e a agendarem um dia para virem ensiná-las aos alunos. A adesão foi tão grande que o projeto se entenderá até o final do ano", conta a professora Simone Torres.

Assim, meninos e meninas da geração videogame estão aprendendo brincadeiras que nem imaginavam existir como, "jogo de botão", "chicotinho queimado", "passaralho", "boca de forno", "barra-manteiga", entre outras.

Além disso, construíram brinquedos e descobriram que até o que jogavam no lixo poderia virar diversão. Por exemplo, para andarem de "pé-de-lata" aprenderam com um dos pais, a confeccionarem o acessório com barbante e duas latas vazias tipo a de massa de tomate.

Os pais também vão à escola ensinar jogos de equipe de sua época, que estimulam o raciocínio e o equilíbrio, além reforçarem conceitos associados à disciplina como, construção e respeito às regras.

"Essas brincadeiras são importantes para a construção do emocional da criança, pois estimulam a competitividade e ao mesmo tempo promovem o trabalho com a frustração quando se é derrotado", assinala a psicopedagoga que acompanha o projeto, Valéria Vilela.

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