Escolas de Curitiba adotam palavras cruzadas para ensinar
As palavras cruzadas, jogo de adivinhar palavras e cruzá-las em sentido horizontal e vertical, tiveram origem no Antigo Egito e foram publicadas no Brasil, pela primeira vez, no jornal carioca “A Noite”, em 1925. Hoje em dia são resolvidas por muitos como forma de entretenimento, mas produzem também, na pessoa que pratica esse tipo de jogo, um estimulo do intelecto.
Algumas escolas de Curitiba passaram a utilizar o recurso das cruzadas em sala de aula de forma lúdica, para contribuir no desenvolvimento da escrita e compreensão do sentido das palavras, sua ortografia, tamanho e questões semânticas.
Para Otto Jesus H. Fustes, médico neurologista, a prática de exercícios ou jogos, como as palavras cruzadas provocam um estímulo cognitivo que age na memória, e ajuda na compreensão e coordenação. No entanto, ele considera importante lembrar que as palavras cruzadas podem ser usadas nas escolas com o objetivo de estimular a memória do aluno, e não com a função de aprendizado.
A professora Laura Monte Serrat Barbosa, psicopedagoga e mestre em educação, explica que existe uma função social da escrita que é adotada nas escolas. Dentro desta função social, os jogos estão incluídos como desafio, para mostrar o uso que a escrita vai ter no dia-a-dia do aluno. A professora ressalta ainda que algumas vezes os educadores transformam esses jogos em obrigação, o que faz com que o aluno perca o interesse pela brincadeira.
Para Laura, jogos como o de palavras cruzadas, quando aplicados no lugar de algum exercício como uma atividade a mais, ajuda os alunos a aprender o significado das palavras e sua ortografia. “A palavra cruzada tem vários elementos importantes que auxiliam no desenvolvimento do pensamento e da linguagem”.