Estudantes fabricam produtos de limpeza utilizados na escola
Atividades expositivas monótonas que não estimulam a participação do aluno em seu processo de aprendizagem são as principais causas do baixo aproveitamento em aulas de química. Ciente de que para formar cidadãos do nosso tempo, a abordagem do conteúdo de sua matéria tem que se adaptar a uma nova linguagem, o professor Rogério Sant´anna, da Escola Internacional de Alphaville, localizada na cidade de Barueri (SP), está sempre colocando seus alunos em contato com situações reais que dêem maior significado ao aprendizado.
Recentemente, a turma Teens 8 (6ª série) dessa escola mobilizou-se com a questão da qualidade dos produtos de limpeza oferecidos pelo mercado. Depois de assistirem a um programa de televisão que divulgava uma pesquisa do INMETRO, em que algumas marcas mostraram-se ineficazes, os estudantes colocaram o assunto em pauta na sala de aula, envolvendo também a equipe de limpeza da escola, o que acabou gerando o projeto Química, Mãos à Obra!
“O projeto teve início na primeira quinzena de agosto. Logo os alunos já estavam produzindo um sabonete líquido, com ingredientes naturais de erva doce. A produção abasteceu as saboneteiras da Escola, garantindo qualidade e economia de aproximadamente 50%, além da geração de uma consciência ecológica”, conta Sant´anna, que é responsável pelo laboratório da Escola Internacional. E continua: “muitas idéias surgiram e já está sendo cogitada pelo T8 a criação de uma oficina para a transmissão de seus conhecimentos práticos para os funcionários da limpeza e para as outras turmas da escola. Com isso, além do conhecimento científico, proporciona-se uma consciência maior de que a economia não só faz bem para escola, mas, principalmente para o meio ambiente”.
O interesse e envolvimento da turma T8 foram tanto, que uma linha de produtos passou a ser fabricada e batizada por eles com o nome Super T8. “Estou gostando muito do projeto que a Escola Internacional desenvolve com os alunos. Pude observar que a Química não está confinada nos grandes laboratórios e está até mesmo em nosso cotidiano”, comemora o aluno Raphael R. Ferreira.
Desinfetantes, água sanitária, detergentes, limpa vidros já estão programados para o mês de outubro. A linha será vendida na Feira Cultural da escola. Parte dos lucros será reservado para a formatura da turma e o restante será doado para uma entidade assistencial com a qual a escola atua com seus projetos sociais.