Funcionários das universidade públicas de São Paulo só receberão reajuste no final do ano
Na quarta reunião para a negociação salarial nas três universidades públicas paulistas (USP, Unesp e Unicamp), realizada na Unicamp nesta segunda-feira (7), o Conselho de Reitores (Cruesp) manteve a posição de não oferecer nenhum reajuste por enquanto, por impossibilidade orçamentária, mas apresentou uma fórmula de cálculo que deverá orientar a política salarial das universidades este ano. Tudo depende basicamente da evolução da arrecadação do ICMS pelo Estado.
Depois do encontro dos reitores Carlos Henrique de Brito Cruz, da Unicamp e presidente do Cruesp, Adolpho José Melfi, da USP, e José Carlos Souza Trindade, da Unesp, com o Fórum das Seis, entidade que representa os interesses dos professores e funcionários, Melfi analisou a quarta rodada de negociação, dizendo que a fórmula apresentada pelo Cruesp reflete a política salarial a ser aplicada este ano.
Nessa fórmula é extremamente importante a massa de arrecadação pelo Estado. Se chegar a R$ 32,8 bilhões, fará com que o comprometimento com pessoal na Unicamp e na Unesp esteja em torno de 90%. A partir daí um aumento poderá ser dado. Isso em outubro. Por enquanto, o conselho mantém a posição de não dar nada porque não existe possibilidade.
Para o presidente da Adusp (Associação dos Professores), Américo Kerr, na rodada de segunda-feira os reitores apresentaram uma proposta de política salarial inaceitável, “porque ela daria zero”. Kerr disse que os reitores estão assumindo como referência de política salarial o nível de comprometimento acumulado da Unicamp neste ano, em torno de 95% e em queda.
Segundo a Adusp, é preciso considerar uma política pela qual a universidade vá aliviando a sua conta, mas também a dos trabalhadores, pois estes representam o maior patrimônio da instituição.
As entidades que representam professores e funcionários lutam também por maior porcentagem do ICMS para as universidades públicas. Para isso, estão promovendo encontros no Palácio do Governo e na Assembléia Legislativa com autoridades do governo e deputados. (Agência USP)