Governo quer expandir ensino superior a distância
O Ministério da Educação trabalha para expandir até 2007 o número de vagas no ensino superior, por meio da oferta de educação a distância. O propósito é chegar àquele ano com uma oferta de 250 mil vagas e 600 mil estudantes nessa modalidade de formação. O País oferece hoje, no ensino a distância, cerca de 20 mil vagas e possui em torno de 60 mil alunos. "Proporcionalmente, no continente americano, o Brasil só ganha do Haiti em número de estudantes matriculados em cursos superiores. São 1,2 milhão de alunos, dos quais apenas 60 mil estudam a distância", afirma o diretor do Departamento de Informática e Educação do MEC, Américo Bernardes.
Cursos a distância podem ser feitos individualmente com o uso de material impresso, de televisão ou pela internet, combinado com aulas presenciais, ou seja, junto com o professor.
Segundo Bernardes, seriam precisos de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão para alcançar as metas de ampliação da oferta de ensino a distância. O dinheiro é necessário para financiar a construção de infra-estruturas tecnológicas - os chamados pólos regionais -, além da contratação de pessoal técnico para a implantação e manutenção dos centros. Os recursos seriam empregados pelas universidades públicas, depois de terem os cursos formatados e aprovados por lei.
Num primeiro momento, nem todos os cursos poderão ser oferecidos a distância, pela complexidade do ensino-aprendizado. Somente no futuro uma aula de anatomia médica, por exemplo, poderá ser transmitida por computador sem problemas. Já outras cadeiras de Medicina e todas as outras de um curso de licenciatura, por exemplo, podem ser oferecidas sem dificuldade.
Em benefício da iniciativa, as universidades poderão contar com um programa de computador desenvolvido pelos técnicos do MEC que reúne padrões comuns de usabilidade e que, com isso, facilita tanto o desenvolvimento de programas como a sua manutenção.