História ou Alienação? A Necessidade de uma Educação Crítica e Anticolonial
Por Wolmer Ricardo Tavares – Mestre em Educação e Sociedade, Escritor, Palestrante e Docente – www.wolmer.pro.br
Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/9745921265767806
A disciplina de História tem seu lugar ao lado da Sociologia e da Filosofia, pois demonstra as ocorrências e seus reveses embasados na própria prática, embora haja manipulação quanto ao que deve ser explicitado; isto é: nem tudo o que se ouve, houve. É sabido que a História nem sempre é o passado em si, mas uma construção formada por narrativas sobre ele, tendo nesse processo filtros políticos, ideológicos e sociais, além da parcialidade de quem registra — definindo o que merece ênfase, o que deve ser romantizado ou o que deve ser esquecido propositalmente.
Tomemos como exemplo os Estados Unidos, vistos como o país das oportunidades, exemplo de democracia e prova irrefutável do poder do capitalismo. Todavia, estes títulos baseiam-se em falácias ou, metaforicamente, em 'ouro de tolo'. Os Estados Unidos da América nada mais são do que um país com 'síndrome de xerife' que, analogamente, acredita dever mandar nos demais, esperando que estes acatem suas ordens de forma submissa.
Trata-se de uma nação que diz querer acabar com as mazelas alheias, mas esquece seu próprio povo. Quanto às drogas, apesar da falsa narrativa de combate aos cartéis, invadem países como a Venezuela por ambição ao petróleo, e não pelo narcotráfico. Os EUA enfrentam um grave problema social com o fentanil — opioide 50 a 100 vezes mais forte que a morfina e extremamente fatal, causando mais de 76 mil mortes por ano — enquanto o uso diário de maconha já superou o de álcool, atingindo 17,7 milhões de pessoas[1].
O país do sonho americano carrega uma crise de moradia, com cerca de 771 mil cidadãos em situação de rua[2], representando um dos piores índices de pobreza do mundo desenvolvido. Para complicar, os custos médicos elevadíssimos geraram o termo patient dumping (despejo de pacientes) [3], onde pessoas vulneráveis são abandonadas na rua por falta de pagamento ou cobertura de seguro.
O sonho americano vive das mazelas de outros países enquanto olvida seu próprio povo. É aí que deveria entrar a boa aula de História: temos em nosso país pessoas que se dizem patriotas, mas pregam um neocolonialismo de nações usurpadoras. Um país que vive da morte e instiga guerras para lucrar com minérios e petróleo, como evidenciado em 2024, com o faturamento recorde de US$ 318,7 bilhões em venda de armas. A morte é seu verdadeiro legado.
O que aprendemos com a verdadeira História? Que este país nunca fez o bem aos vizinhos; age como sanguessuga de riquezas, contando com políticos de visão neocolonialista, sérios problemas de sinapse cognitiva e desvio de caráter. A História não pode se prender a mídias manipuladoras que visam alienar o povo. Cabe ao verdadeiro professor de História ministrar a disciplina de forma correta, observando fatos e evidências, sem se prender a livros de informações romantizadas.