11/08/2010

I Seminário Violar promove reflexão sobre “juventudes”

Gabriel Franco, da comissão organizadora da Talento: evento apresentará os processos seletivos das empresas aos participantes.

Foi aberto nesta quarta (11) e prosseguirá até a próxima sexta-feira o I Seminário Violar – Problematizando as Juventudes na Contemporaneidade, promovido pelo Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário e Juventude (Violar) da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp e Universidade do Estado da Bahia (Uneb). O objetivo da iniciativa é favorecer a articulação das pesquisas acadêmicas em torno das várias questões que abrangem o mundo juvenil, como violência, cultura e educação. Participam do evento especialistas de diversas instituições de ensino e pesquisa do Brasil.

Gabriel Franco, da comissão organizadora da Talento: evento apresentará os processos seletivos das empresas aos participantesO seminário foi organizado em torno de cinco eixos: Juventudes e Educação, Juventudes e Violência, Juventudes e Cultura, Juventudes e Sexualidade/Saúde e Juventudes e Trabalho. A mesa-redonda de abertura, que tratou do primeiro tópico, reuniu no Salão Nobre da FE os professores Juarez Dayrell (UFMG), Luís Antônio Groppo (Unisal) e Ana Maria Almeida (FE-Unicamp). Groppo falou sobre a participação dos jovens em programas ou ações de voluntariado e Ana Maria abordou a questão das desigualdades materiais e simbólicas associadas à educação.

Dayrell, que coordena o Observatório da Juventude da UFMG, fez uma reflexão geral acerca das diferenças presentes na relação da juventude e a escola, mais especificamente no ensino médio. Conforme o pesquisador, existe uma tendência mais ou menos generalizada de se avaliar essa questão de um modo apocalíptico. “Nós vemos acusações de todos os lados. O professor reclama da indisciplina do aluno e este da incompreensão por parte dos educadores”, disse. Para o pesquisador, tanto a escola quanto os professores desconhecem o jovem que existe dentro do aluno. “Como não o conhecem, não sabem lidar com ele”, acrescentou.

Para entender melhor a juventude, assinalou o docente da UFMG, é preciso levar em conta as dimensões existentes para além da escola. Ele lembrou que existe uma tendência da sociedade de naturalizar essa fase, como se fosse ela apenas um estágio da transição para a vida adulta. “A juventude não pode ser reduzida a uma faixa etária ou a um rito de passagem para a fase adulta. É preciso lembrar que a juventude é uma categoria dinâmica, que é afetada pelas transformações sociais e que tem suas especificidades, traduzidas em questões geográficas, religiosas e de gênero”, explicou.

De acordo com as professoras Dirce Zan e Áurea Guimarães (ambas da FE-Unicamp), coordenadoras do seminário, o evento pretende posteriormente produzir materiais de pesquisa e realizar intercâmbios entre universidades e instituições de pesquisa que priorizem a temática da juventude em seus diferentes cursos e projetos. A programação completa do I Seminário Violar pode ser conferida no endereço eletrônico http://www.fe.unicamp.br/semviolar.

Edição das imagens: Everaldo Silva
(Envolverde/Jornal da Unicamp)

 
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