02/12/2003

Ideais para a Universidade XXI



Autonomia, gratuidade do ensino, liberdade para discussão, crítica e rebeldia, formação ética e humana, diversidade étnica e cultural, responsabilidade social, financiamento, produção de novas tecnologias e liberdade para discussão são, em geral, os ideais para a universidade do século XXI. Essas são as conclusões das autoridades que participaram do Seminário Internacional Universidade XXI, realizado entre 25 e 27 de novembro no Americel Hall da Academia de Tênis de Brasília.

A mesa de encerramento foi composta pelo ministro da Educação, Cristovam Buarque; a ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro; o secretário de Ensino Superior, Carlos Roberto dos Santos; o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, Marcel Bursztyn; o ministro da Educação do Sudão, Mohamed Abuzeid Mustafá; o diretor de Ensino Superior da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Komlavi Seddoh e o coordenador científico do Observatório Internacional de Reforma Universitária, Alfredo Pena-Vega.

Cristovam Buarque defendeu a necessidade de cotas para negros nas universidades, além da bolsa-escola para alunos de ensino fundamental e médio. Ele falou da importância de que os estudantes assumam a causa da reforma universitária, o que foi feito, ao menos de forma representativa, na Carta aos Jovens de Todo o Mundo (www.mec.gov.br/univxxi/pdf/cartajuv.pdf), produzida por estudantes brasileiros durante o seminário. A Declaração de Brasília contendo as principais conclusões, também foi escrita.

O ministro também pediu maior coragem dos reitores universitários para que sejam líderes e proponham idéias novas. Ele foi aplaudido ao defender recursos para o ensino superior: "Os governos precisam saber que colocar dinheiro na universidade não significa tirar dinheiro das classes mais pobres". Para que a afirmação seja verdadeira, o ministro pediu que as universidades preocupem-se em reverter o financiamento em ações concretas para a sociedade.

Falando sobre a internacionalização da educação, os conferencistas de encerramento fizeram referência ao programa Universidade Milton Santos, que trará jovens africanos para estudarem no Brasil. Para não retirar recursos das instituições existentes, eles serão direcionados às instituições federais já existentes, com financiamento estatal, respeitando a autonomia daquelas que não desejarem participar do convênio.


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