13/12/2003

Laboratório testa biodiesel com óleos de plantas em veículos



O biocombustível produzido na USP de Ribeirão Preto já está sendo testado em carros, caminhões, tratores, geradores de energia elétrica e locomotivas. O biodiesel produzido no Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (LADETEL), da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFLCRP/RP) resulta da reação química entre o álcool de cana e óleos vegetais. O produto também está sendo testado em empresas e instituições de pesquisa, podendo usar plantas oleaginosas brasileiras e óleos já utilizados em frituras.

O coordenador do projeto, professor Miguel Dabdoub, explica que o biodiesel é produzido por intermédio reação de óleos vegetais com um álcool (metanol ou etanol), sempre na presença de um catalisador. 'O produto desenvolvido aqui na USP usa o álcool etílico, obtido da cana-de-açucar, no lugar do metanol. O álcool de cana é uma fonte de energia renovável e o Brasil é seu maior produtor mundial, além de dominar a tecnologia de industrialização', explica. Dabdoub explica que o metanol é de origem fóssil tóxico e o País importa 50% do que consome atualmente.'

Miguel Dabdoub relata que o LADETEL já utilizou onze variedades de óleos vegetais (soja, amendoim, girassol, algodão, milho, canola, mamona, pequi, macaúba, babaçu e dendê) no biodiesel, além dos óleos de fritura. 'Para estimular a economia de regiões pouco desenvolvidas do País, como o Vale do Ribeira e o Pontal do Paranapanema, a macaúba pode ser empregada', aponta. 'No Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, o biodiesel poderia ser obtido do pequi. Nas regiões Norte e Nordeste seria feito com óleo de mamona, babaçu, amendoim e dendê.' (AgênciaUSP)



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