Livro aborda racismo e educação
As iniciativas de inclusão social, as origens e o significado simbólico do dia 20 de novembro e a adoção da política de cotas são temas abordados no livro Educação e Ações Afirmativas: Entre a Injustiça Simbólica e a Injustiça Econômica, a ser lançado nesta quarta-feira na Sala de Atos do Ministério da Educação.
Editado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC), o livro foi organizado pelos professores Petronilha Beatriz Gonçalves e Valter Roberto Silvério, da Universidade Federal de São Carlos. Nele estão reunidos textos de especialistas e militantes do movimento negro. As origens do racismo como construção social e os obstáculos à formação de pesquisadores negros são outros assuntos apresentados, mas o tema central é a questão das ações afirmativas, a exemplo das cotas para ingresso nas universidades, como recurso eficaz contra as distinções sociais.
Segundo os organizadores, na literatura, qualquer que seja a posição do debatedor, favorável ou contrária à implementação das ações afirmativas, a educação aparece como condição central para superação ou manutenção das desigualdades. Para eles, o debate em torno das cotas tem ocorrido em duas direções. Uma delas, a de que a injustiça decorre da desigualdade econômica; a outra, vista na maior parte das vezes como antagônica à primeira, de que tal injustiça é fruto de relações sociais que geram hostilidade e desrespeito social, uma injustiça simbólica. "Os textos pretendem contribuir para a compreensão e superação dessas duas formas de injustiça social", concluem.