Livro de professores da Universidade Federal de Sergipe propõe desenvolvimento para Xingó
Foi lançado hoje, na sala de Conselhos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o livro ‘Uma Proposta de Desenvolvimento Sustentável para Região de Xingó’, projeto coordenado pelo professor José Fernandes de Lima, reitor da UFS e presidente do Conselho de Administração do Instituto de Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Xingó.
O livro foi elaborado a partir de um levantamento de dados realizado na região pelos professores Ricardo Oliveira Lacerda de Melo (UFS), José Ferreira Irmão (UFPE/UFRPE), José Manoel Pinto Alvelos (UFS) e pelo economista Gilvan dos Santos (Instituto Xingó), sob a coordenação de José Fernandes de Lima.
Durante a cerimônia, os autores debateram temas enfocados pelo livro. O reitor deixou claro que a maior preocupação é com a geração de empregos na região, que possui renda per capita e Indice de Desenvolvimento Humano (IDH), baixíssimos.
O trabalho apresenta uma proposta de desenvolvimento sustentável para a região de Xingó, localizada na divisa dos Estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. Compreende uma área de 40.293 km² e abriga uma população de cerca de 600 mil habitantes. Xingó é uma região pobre que sofreu um grande impacto por ocasião da construção das barragens e das usinas hidroelétricas.
Os autores entendem que uma estratégia de desenvolvimento econômico e social do semi-árido nordestino deve contemplar duas diretrizes fundamentais: a primeira, relacionada com o fortalecimento de sua economia de mercado, agregando valor à produção típica capitalista; a segunda, centrada no incentivo a formas alternativas de geração de ocupação e renda, do tipo economia solidária, diante da constatação de a produção mercantil não ser capaz de absorver todo o contingente da força de trabalho disponível na região.
“Esse documento visa estimular as instituições governamentais, o setor empresarial e a sociedade organizada a voltarem seus olhos para a região de Xingó, na perspectiva de viabilizarmos melhores dias para a sua população”, destaca o professor José Fernandes de Lima.
A proposta dos autores parte do princípio de que é necessário buscar soluções que unam o local e o global numa perspectiva de agir e criar ações, programas, projetos que atuem sobre emprego, renda, migrações, escolaridade, saúde, qualificação de mão-de-obra e transferência de tecnologia.
Na perspectiva de cobrir as várias dimensões econômica, social e ambiental, que compõem a base do desenvolvimento sustentável, os autores agruparam as estratégias em três eixos principais: reestruturação e dinamização da base econômica; desenvolvimento humano, tecnológico e social; e conservação, preservação e recomposição ambiental. (Rede UFS)