Manaus será sede da primeira audiência pública sobre reforma universitária
O ministro da Educação, Tarso Genro, vai participar das cinco audiências públicas regionais sobre a reforma universitária que serão realizadas, deste mês até agosto, em cinco capitais do País. A primeira audiência será no próximo dia 23, das 9h às 17h, em Manaus (AM), onde já está instalado o Comitê Regional Norte da reforma.
Nesta primeira audiência pública, participarão representantes da sociedade, de movimentos populares e das instituições de ensino superior dos sete estados do Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará e Tocantins.
Além de secretários de educação e da comunidade universitária, também estarão presentes dirigentes de entidades representativas como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Federação das Indústrias do Amazonas, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos Estudantes (UNE), sindicatos e confederações.
Durante a audiência, serão feitas sete oficinas, cada uma para discutir um tema da reforma: o papel das instituições de ensino superior públicas e privadas; autonomia universitária; gerenciamento; gestão e estrutura; acesso e permanência; programas e conteúdos, e avaliação. Cada oficina terá um relator que falará em plenária e, em seguida, será realizado debate para opiniões individuais.
O secretário de Educação Superior do MEC, Nelson Maculan Filho, destaca que a reforma universitária tem como pressuposto fundamental o efetivo e democrático diálogo com a sociedade civil, organizada nas entidades que representam os sujeitos protagonistas desse processo.
Segundo o secretário, a reforma tem como partida a necessidade de se refletir e propor formas de revisão de todo o sistema de educação superior, aprofundar o papel da educação superior em relação ao ensino, pesquisa, extensão, inovações, cultura, territorialidade, cooperações internacionais e, principalmente, a fazer pensar a relação da universidade consigo mesma.
O secretário entende que os desafios de um projeto democrático de desenvolvimento nacional exigem novos saberes, novas práticas, uma radical mudança na produção e na disponibilização do conhecimento. "Essa produção de saberes deve estar democraticamente a serviço do desenvolvimento do País e da inclusão social", afirmou. (MEC)