MEC e UnB não chegam a acordo sobre cancelamento do vestibular de Direito
O Ministério da Educação e Universidade de Brasília não chegaram a uma solução para evitar o cancelamento do vestibular de Direito da instituição.
Ontem (29) foi realizada, no MEC, reunião com representantes do governo, da UnB, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e estudantes para discutir a questão.
O chefe de gabinete do ministro da Educação, Ronaldo Teixeira, disse que o MEC está aberto para o diálogo. Ele não descartou a possibilidade de liberação de mais recursos. “Quando falamos em recursos, falamos em ampliação de toda natureza, das vagas, da contratação. Isso é um estudo, ainda não há deliberação. Estamos buscando alternativas para que não haja prejuízo aos estudantes e tampouco às universidades”, afirmou.
Ana Lúcia Gazolla, presidente da Andifes, acredita que investir recursos em uma única universidade não seja a saída ideal. “Porque o problema vai ocorrer em todas as instituições, em todos os cursos e de maneira imprevisível. Nós nunca vamos saber quantos pedidos de transferência ocorrerão em cada ano, para cada curso, de cada instituição. É impossível fazer um planejamento”, explicou.
O reitor da UnB, Lauro Morhy, disse que estão sendo estudadas medidas para resolver o impasse. “Quero deixar claro que a decisão do Conselho Universitário da Unb não foi um simples bate pé ou qualquer coisa assim. Foi um problema muito grave, muito sério que atinge a Universidade de Brasília e todas as universidades”, afirmou.
Enquanto a situação não se resolve, os estudantes prometem continuar lutando pelo direito de fazer o vestibular. “É difícil de ser feito, mas vamos continuar com as nossas manifestações”, afirmou Thalita Mendonça. A estudante está tentando há dois anos entrar na Universidade de Brasília no curso de Direito e foi pega de surpresa com a suspensão do vestibular.
Para o 1º semestre de 2004 a Universidade de Brasília recebeu 303 pedidos de transferência obrigatória. Desses, 277 foram feitos por militares, sendo que 79 foram para o curso de Direito. A cada semestre, a instituição oferece 50 vagas para o curso. (Agência Brasil)