MEC estuda punir universitários com nota baixa no Enade
Abraham Weintraub, ministro da Educação, disse que a pasta avalia uma forma de punição aos universitários que não conseguem uma boa nota no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). O titular da pasta do MEC disse que passou a pensar em tal medida após os resultados da avaliação deste ano, divulgados agora em outubro.
No fim de 2018, quase meio milhão de estudantes de ensino presencial e a distância foram avaliados matriculados em cerca de mil cursos. A nota final vai de 1 a 5.
O resultado da avaliação apontou que apenas 3,3% dos cursos particulares e 20,3% das instituições públicas conquistaram nota máxima no Enade, o que chamou a atenção do Ministério da Educação.
Para o Enade 2020, a ideia é estudar uma forma de punição para quem não conseguir uma boa pontuação.
“Se a pessoa não acerta 20% na prova, ela tem desempenho pior que o aleatório. É muito ruim. A gente gostaria que essa pessoa não pudesse se formar, mas para isso precisa mudar a lei”, afirmou Weintraub.
Outra iniciativa estudada pelo MEC é a de tornar pública a lista com os nomes dos estudantes com os melhores resultados. “A intenção é divulgar os melhores resultados, como forma de incentivo para que os estudantes se empenhem durante o exame”, disse Alexandre Ribeiro Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enade.
As propostas ainda estão em fase de estudo e precisam ser levadas ao Congresso para que sejam validadas ou não.
O Enade é aplicado para cada curso a cada três anos. Estudantes do último ano da graduação são submetidos à prova.