MEC participa da abertura da 1ª Feira Brasileira do Grafeno
O evento teve como objetivo dar destaque às pesquisas brasileiras que envolvem o nano material.
O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta sexta-feira (09), da abertura da 1ª Feira Brasileira do Grafeno, realizada na Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Rio Grande do Sul. A UCSGraphene, a primeira e maior planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina, também foi inaugurada nesta sexta-feira.
As pesquisas sobre o grafeno vêm crescendo no Brasil e no mundo, devido às importantes características do nano material, como sua resistência e sua leveza. Somente no Brasil, existem mais de 1.900 pesquisas publicadas em congressos e revistas científicas que envolvem o estudo do grafeno.
O MEC vem investindo, já há algum tempo, em pesquisas com o grafeno, o que reflete nos estudos desenvolvidos pelas universidades federais. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi a pioneira na pesquisa com o grafeno no Brasil. Atualmente, a universidade conta com o MGgrafeno, um projeto desenvolvido entre a UFMG, o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) e a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). Além da UFMG, outras 41 universidades federais já realizaram estudos e publicaram suas pesquisas.
O presidente da república, Jair Bolsonaro, durante sua fala no evento, ressaltou a importância das pesquisas sobre o grafeno no Brasil. “Cumprimento a todos da Universidade de Caxias do Sul por terem coragem de se dedicar a essa causa. O que se apresenta no comércio para nós e para o mundo, talvez na próxima década, são bilhões de dólares em comércio com esse material”, disse Bolsonaro.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também emprega importante papel no desenvolvimento das pesquisas brasileiras sobre o grafeno. Um grupo de pesquisa formado por equipes do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com bolsistas da CAPES, descobriu que uma nova terapia contra câncer ósseo, com custo mais baixo e com menos efeitos colaterais para o paciente, pode surgir do uso de grafeno aliado ao rádio-223.
Outra pesquisa sobre o grafeno, que também contou com o apoio da CAPES, chegou a uma técnica de redução de grafeno em meio aquoso para compor sensores e biossensores utilizados na detecção de doenças. O objetivo é alinhar a capacidade de produção em larga escala e com menor custo.
Jair Bolsonaro finalizou: “Agora uma grande fresta apareceu, um grande horizonte. Ao passar por aqui, vi que realmente é algo fantástico para a nossa pátria”.
Assessoria de Comunicação Social do MEC - 10.07.2021