08/03/2021

Ministério da Educação parabeniza mulheres neste 8 de março

A mulher brasileira está se tornando protagonista da educação brasileira. Segundo o Censo Escolar de 2020, elas são maioria entre os docentes da educação básica. A presença feminina também é majoritária em sala de aula.

Em tempos de pandemia, não é possível reunir pessoas para celebrações, mas, este 08 de março, Dia Internacional da Mulher, foi lembrado pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, que ressaltou a importância de cada mulher, em especial, as trabalhadoras da educação. “Agradeço imensamente a dedicação de cada professora, diretora, merendeira, secretária e a todas as profissionais que têm trabalhado ainda mais para que a educação em nosso país não pare, mesmo nesse tempo complexo, em que tudo mudou”, disse o ministro.

Milton Ribeiro lembrou que a pandemia mudou a forma como estão sendo educadas as crianças e jovens. “A profissional da educação, está sendo muito talentosa em se reinventar para se adaptar a essa nova realidade. Deixo um grande abraço a vocês, a todas as mulheres que cuidam da educação do povo brasileiro, comentou Ribeiro.

Aline de Menezes, 42 anos, é um bom exemplo de como a mulher teve que se reinventar com a pandemia. Mãe da pequena Camila, 05 anos, Aline é professora de Artes e diretora do Jardim de Infância 02 do Cruzeiro, instituição pública de Brasília. Ela se divide entre as funções de mulher, mãe, esposa, dona de casa, e profissional da educação. Ah, ela também é transplantada de uma das córneas desde 2006. Com muito bom humor, explica que quando a mulher nasce ninguém pergunta se ela consegue. “As coisas vão surgindo e temos que dar conta. Já nascemos assim. Não encaramos as nossas dificuldades físicas, profissionais, ou de saúde como problemas que nos impeçam de realizar as coisas. Ser professora e trabalhar com educação sempre foi meu sonho e eu me realizo diariamente”, comentou a professora.

A diretora do jardim de infância informou, a carga de trabalho remoto aumentou consideravelmente com a pandemia e que todos os pais, professores e a equipe da Secretaria de Educação do DF tem o número de celular dela e que este toca inúmeras vezes durante os dias, incluindo os finais de semana. Para ela, “isso faz parte do processo”.

Aline comentou que o que mais chamou sua atenção durante a pandemia foi a relação família/escola, pois os professores desenvolveram um grupo de trabalho envolvendo atividades com as famílias. “Criamos uma relação de afetividade com os pais. Fizemos lives debatendo com profissionais de saúde e educação o desenvolvimento infantil, dificuldades, facilidades, o que podemos fazer para auxiliar a família nesse momento tão delicado que vivemos. Com isso, conseguimos que esses pais se tornassem nossos parceiros e aliados”, explicou a diretora.

A professora ainda enfatizou que as mulheres têm a capacidade de se reinventar todos os dias. “Somos brasileiras, casadas, solteiras e nunca podemos desistam de nós. Sempre nos olharmos no espelho e cuidar de nós. Se fizermos isso, poderemos fazer tudo o que quisermos. Porque nós realmente somos capazes”, comentou Aline de Menezes.

Izabel Lima, Secretaria de Educação Básica (Seb/MEC), enfatizou que a mulher brasileira está se tornando protagonista da educação brasileira. Segundo o Censo Escolar de 2020, as mulheres são maioria entre os 2.189.005 docentes da educação básica. Na educação infantil, elas representam 96,4%, o maior percentual dentro do ensino regular, nos anos iniciais e finais do ensino fundamental, são, respectivamente, 88,1% e 66,8%, e, no ensino médio, elas são 57,8% dos docentes.

Em 2020, as mulheres ocuparam, também, a maioria dos cargos de direção das escolas brasileiras. O Censo mostrou que, do total de 161.237 diretores nas 179.533 escolas, 80,6% são do sexo feminino.

A presença feminina majoritária também se repete dentro de sala de aula, na qual as meninas são maioria na educação básica. Além, inclusive, de estarem apresentando uma taxa acelerada de crescimento no desempenho em provas, como a do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

A Secretária de Educação Básica comentou que os dados não deixam dúvidas quanto ao crescimento da presença feminina nas instituições de ensino e, também, como a presença e determinação das mulheres estão fazendo a diferença na educação brasileira. “Como uma mulher apaixonada pelo tema educação, tenho muito orgulho de poder ver a determinação, força e coragem com que as mulheres estão enfrentando os desafios da vida para conseguir estudar ou para poder, por meio do trabalho, proporcionar aos filhos a possibilidade de estudar. Parabéns a todas as alunas, docentes, diretoras e a todas as mulheres que contribuem de alguma forma para a educação brasileira” opinou Izabel Lima.

Para Ilda Ribeiro Peliz, Secretária de Modalidades Especializadas de Educação (Semesp/MEC), a mulher brasileira vem escrevendo sua história de conquistas e sucesso. “Hoje temos motivos para comemoração, pois temos mulheres que já conquistaram seus espaços desejados, independente da área de atuação. Mas é na educação que ela é a musa que brilha”, lembrou Peliz. 

A Secretária destacou que não havia escolas para as mulheres até 1863 e que atualmente elas são maioria no ensino médio, profissional e superior. “A presença feminina na educação apresenta avanços crescentes, inegavelmente, a relevância da mulher é cotidiana e sua imprescindibilidade será eterna. A mulher é um ser abençoado, que tem naturalmente a vocação para cuidar do outro e o dom do amor incondicional. Essas características genuínas agregam valores e qualidade no desempenho da atividade de educadora. Para esta atividade, não basta deter o conhecimento, talento e títulos, o acolhimento e a amorosidade são, também, fundamentais e marcantes. Espero que as mulheres continuem acreditando no sonho de que é possível chegar aonde ela quiser e merece estar.  Parabéns, mulheres especiais que verdadeiramente transformam vidas”, comentou Ilda Peliz. 

Dia Internacional da Mulher

ONU Mulheres escolheu o tema “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo de COVID-19″, para celebrar o Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março de 2021. De acordo com o organismo internacional, é preciso celebrar os enormes esforços de mulheres e meninas em todo o mundo na construção de um futuro mais igualitário e na recuperação da pandemia de COVID-19.

Segundo o organismo, mulheres estão na linha de frente da crise como profissionais de saúde, cuidadoras, inovadoras, organizadoras comunitárias e algumas das líderes nacionais mais exemplares e eficazes no combate à pandemia. Outro ponto destacado, se refere à centralidade das contribuições e os fardos desproporcionais que as mulheres carregam.

A origem do Dia Internacional da Mulher é controversa. Alguns dizem que teria começado a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Outros afirmam que a data surgiu com as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, o que aconteceu em 8 de março de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial. Essa manifestação contou com mais de 90 mil russas, ficou conhecida como "Pão e Paz", sendo este o marco oficial para a escolha do Dia Internacional da Mulher no 8 de março, data que somente foi oficializada em 1921.

Em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da ONU e ONU Mulheres

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