MPF dá seis meses para que UnB tome medidas que aliviem calor em salas de aula
Em recomendação enviada ao reitor da UnB, Ivan Marques de Toledo Camargo, a procuradora da República Luciana Oliveira estabeleceu prazo de 30 dias para que a universidade informe quais medidas pretende adotar para resolver o problema, uma queixa frequente de estudantes e professores.
Em nota, a UnB informou à Agência Brasil que está atenta aos problemas apontados pelo Ministério Público e, mesmo antes de ser oficialmente notificada, trabalha para oferecer mais conforto a estudantes, professores e servidores técnico-administrativos.
No documento, a instituição lembrou que o país este ano vem enfrentando “severas limitações orçamentárias e sérios problemas relativos ao consumo de energia elétrica”.
Na recomendação, originada depois da comprovação da irregularidade, relatada em outubro de 2014, por um estudante da universidade, a procuradora frisou que o desconforto térmico nas salas de aula da UnB tem “forte influência negativa” no desempenho dos alunos e no rendimento das aulas ministradas pelos professores, “uma vez que inviabiliza a plena capacidade de concentração e atenção”.
Além da aplicação de películas refletoras em toda a fachada de vidro dos pavilhões João Calmon e Anísio Teixeira, o MPF recomendou que a UnB também faça pequenas alterações arquitetônicas – como remoção ou adequação de paredes –, instalação de aparelhos de ar condicionado e constante manutenção no sistema de climatização dos auditórios Instituto Central de Ciências, conhecido como minhocão.
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil