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As escolas da rede municipal de Curitiba intensificaram nesta segunda-feira (2), no retorno às aulas, a campanha para que os alunos não se esqueçam de lavar as mãos. Principalmente nesta época de inverno. Afixados nos banheiros de escolas e centros de educação infantil, cartazes ensinam a técnica que precisa ser constantemente repetida para ajudar no combate a problemas de saúde tão diferentes como as doenças de transmissão respiratória, as conjuntivites e as diarreias.
Para cobrir a rede municipal de ensino com a mensagem, 2,5 mil cartazes estarão sendo distribuídos até amanhã (4). Na peça, ilustrada pelas mãos de uma criança, a lavagem é dividida em seis etapas: molhar as mãos, aplicar sabonete líquido, ensaboar durante 20 segundos, friccionar entre os dedos, enxaguar e secar com papel toalha.
Segundo a diretora do Centro de Epidemiologia da SMS, médica Karin Luhm, o ato precisa ser repetido antes das refeições, assim que se chega da rua, depois de ir ao banheiro, assoar o nariz ou aparar a tosse com lenço descartável ou sempre que houver contato com secreções. "Quem tem a oportunidade de lavar as mãos dessa maneira não precisa se preocupar em usar álcool, seja criança ou adulto. Certamente as nossas crianças, além de reforçar essa ideia, também vão levar a mensagem para casa", diz.
De 2008 para 2009 observou-se uma queda de 15% dos casos de conjuntivite e 21% de diarreia, entre outras doenças. O ano passado foi a ocasião em que o mundo entrou em contato com a gripe A e, ainda sem a vacina, se esforçou por combater a nova doença com os instrumentos disponíveis. Um deles foi a mania de lavar as mãos que tomou conta das pessoas, uma vez que o vírus da gripe A pode se disseminar pelas mãos contaminadas, além dos ambientes sem ventilação.
Mesmo depois da campanha de vacinação desencadeada no primeiro semestre, é fundamental continuar tendo a lavagem de mãos como um poderoso auxiliar da saúde coletiva. "A vacina protege contra a gripe A, mas a lavagem de mãos vale não só contra ela, mas também contra uma série de outros males contra os quais não há vacina", argumenta Karin.
(Envolverde/Nota 10)
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