30/04/2004

Novo modo de aprender matemática estimula crianças


A aprendizagem de matemática e das ciências fitoterápicas ultrapassou os limites das salas de aula na Escola Estadual Bartolomeu Fagundes, em Natal (RN), e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Experiências desenvolvidas nestas instituições demonstram que aulas alternativas ao ar livre proporcionam benefícios rápidos na educação por mostrar, na prática, a teoria ensinada na sala de aula.

Alunos de 1ª e 4ª série da Escola Estadual Bartolomeu Fagundes, de Natal (RN), estão colocando as mãos na terra e aprendendo a plantar os mais variados legumes e verduras. Tudo seria comum e não passaria de mais uma horta escolar se as técnicas de plantio não fossem, na verdade, aulas de matemática. Cada estudante utiliza figuras geométricas, noções de ângulos e medidas de comprimento para espalhar as sementes de cebolinha, coentro, alface e outras espécies.

Tudo começou com a idéia proposta pela professora Soraia Cristina, que associa a disciplina a ações práticas do cotidiano. Dessa forma, a matemática se torna mais estimulante e desafiadora, acredita a educadora. "O entendimento fica mais simples e mais interessante", afirma. Os frutos da horta ainda não têm um destino certo. A escola vai decidir se os legumes e verduras serão utilizados na merenda escolar ou doados aos alunos.

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