Novos conselheiros querem mais agilidade no CNE
O professor Edson de Oliveira Nunes, eleito por unanimidade para presidir a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), recebeu com tranqüilidade o novo desafio.
Nunes está pronto para atender ao chamamento do ministro Tarso Genro e transformar o Conselho em um órgão de assessoramento direto ao Ministério da Educação (MEC)."Analisamos positivamente esse chamamento do ministro e, por recomendação de vários conselheiros, acreditamos que o Conselho deva ser mais ativo nas questões fundamentais da educação, nas questões estratégicas e também nas questões da política educacional".
Na primeira reunião da Câmara de Educação Superior, foi formada uma comissão especial para tratar da reforma da educação superior.
Além de Nunes a comisão é presidida pelo recém-eleito vice-presidente da Câmara, professor Antônio Carlos Caruso Ronca, tem como relator o professor Arthur Roquete de Macedo e como participantes as conselheiras Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, Marília Ancona-Lopez e Anaci Bispo Paim. Além dos temas ligados à reforma da educação superior, a comissão irá acompanhar o programa Universidade para Todos, as questões regulatórias e de avaliação.
Tradicionalmente, o CNE se reúne mensalmente. Os conselheiros decidiram realizar mais uma reunião, em períodos intermediários, para agilizar os trabalhos.
A intenção dos novos dirigentes do CNE é convidar personalidades para falar sobre as mais diversas questões. Com isso, o Conselho pretende evitar ser apenas mais um "ator" nas discussões. O Conselho deverá se posicionar e apresentar sugestões, conforme sua competência legal.