NTE permite acesso de alunos carentes à internet
A inexistência de um laboratório de informática não é obstáculo para que alunos da escola-creche Adalgisa Souza Pinto, em Salvador (BA), enriqueçam a aprendizagem interagindo com as novas tecnologias de informática e internet.
Graças a Jocenildes Zacarias Santos, professora multiplicadora do Núcleo de Tecnologia Educacional 2 (NTE) da capital baiana, alunos de 3ª a 8ª série desenvolvem projetos e pesquisas nos computadores do núcleo, relacionando o conteúdo encontrado na rede com as disciplinas do currículo.
Os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs) são unidades de capacitação do Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo), da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (Seed/MEC), distribuídos pelos municípios que têm escolas beneficiadas pelo programa com equipamentos de informática.
Nos NTEs encontram-se os professores multiplicadores, docentes capacitados pelo ProInfo para habilitar os demais professores da rede pública no uso dos microcomputadores doados. O contato do NTE com a escola-creche foi feito por meio de Jocenildes, que trabalha nos dois lugares. Fechado acordo entre a diretoria da escola e a coordenação do núcleo, foram selecionados onze alunos de diversas turmas para participar do projeto.
O número corresponde à quantidade de computadores disponíveis e os estudantes escolhidos foram aqueles que apresentavam maior dificuldade de aprendizado.
As aulas com micros começaram em maio de 2003. Jocenildes conta que se surpreendeu com a rapidez dos estudantes em absorver as novas linguagens de informática e internet. "Navegar para eles era fácil, entravam e saíam dos sites querendo ver tudo e descobrir tudo ao mesmo tempo", conta, acrescentando que todos eles vinham de camadas carentes da população e não haviam tido qualquer contato com esse tipo de tecnologia anteriormente.
A professora explica que na primeira etapa da experiência, realizada entre maio e julho do ano passado, as atividades do projeto não seguiram uma linha curricular definida. "Não nos restringimos, por exemplo, a uma área do conhecimento. Pesquisávamos na rede um tema de que eles precisassem e eu trazia para os aplicativos uma releitura do tema, sem ficar só no copiar-e-colar", conta. (Seed/MEC)