Pesquisa comprova contaminação de fitoterápicos vendidos em SP
Uma estimativa da Organização Mundial de Saúde indica que 80% da população mundial recorre a plantas medicinais para diversos problemas de saúde. Mas um problema que muitos consumidores dessas ervas desconhecem diz respeito ao controle de qualidade desses produtos.
Um estudo apresentado como dissertação de mestrado na Unifesp apontou 84% de contaminação por fungos e bactérias em cinco espécies de fitoterápicos comercializados em uma barraca de rua, três farmácias de manipulação e num grande distribuidor. As plantas vendidas por ambulantes continham as maiores quantidades de microorganismos, já que, segundo a pesquisadora, são armazenadas em sacos plásticos abertos e ficam expostos à poluição, calor e umidade. Mas o estudo revelou ainda que o controle de qualidade é questionável até mesmo em estabelecimentos fixos, com autorização de funcionamento emitida pela Vigilância Sanitária. O índice de contaminação chegou a 77% nas amostras in natura avaliadas na distribuidora de produtos pesquisada.