08/02/2004

Pesquisa vai impulsionar a produção de avestruz no Brasil



Introduzida no Brasil há cerca de oito anos, a criação de avestruzes - ou estrutiocultura - está se transformando numa expressiva atividade agropecuária. Atualmente, uma ave adulta chega a ser vendida por R$ 6 mil e um filhote por R$ 1.500. O Setor Experimental de Zootecnia da Faculdade de Odontologia, campus da Unesp de Araçatuba (FOA), é um dos centros pioneiros em estudos com avestruzes, cuja produção se concentra principalmente no Estado de São Paulo.


Segundo os pesquisadores, a carne da ave é vermelha e muito saborosa, semelhante à do boi, embora mais saudável: tem 96,6 quilocalorias (kcal - medida que corresponde a mil calorias), número que no caso do gado bovino chega a 240 kcal. Como a criação ainda é pouco praticada, a carne da ave é difícil de ser encontrada e, por isso, muito cara, de R$ 40 a R$ 60 o quilo, revela o zootecnista Manoel Garcia Neto, responsável pelo setor.

A pesquisa se divide em três áreas: incubação dos ovos, cuidados com as matrizes e organização dos piquetes - locais onde se criam avestruzes para reprodução e abate.

“O avestruz precisa de 20% de umidade, e no Estado de São Paulo a taxa é de mais ou menos 50%.” Os ovos são mantidos durante 42 dias no incubatório - em média 700 deles permanecem um mês nesse local.
Depois do nascimento, os filhotes ficam três dias na maternidade e quatro semanas num ambiente com temperatura controlada, chamado de berçário, antes de serem entregues ao criador. Com as matrizes, são feitos estudos em relação à alimentação e ao manejo, ou seja, à melhor forma de lidar com o animal. Para Neto, essas aves precisam de muito espaço para serem criadas.


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