23/09/2010

Por que a USP também segue o caminho da reforma

Por Laudelino José Sardá - Professor e Jornalista

Universidade de SP acaba de tomar medidas que a Unisul já vem implantando para ser uma nova universidade  

O Conselho Universitário da USP - Universidade de São Paulo - determinou que seus cursos de graduação devem revisar seus currículos e fechar os que têm baixa demanda no vestibular. E seu reitor, João Grandino Rodas, simplificou a razão das mudanças: “não é possível que alguns cursos continuem hoje como eram na época de dom Pedro I”. 

A Unisul começou a sua revolução quase que silenciosa há três anos e parte da academia continua cética, como se as mudanças tivessem sido produzidas pela necessidade de oxigenar planilhas financeiras. Quem sabe agora a maior universidade do país convença essa parte de que a reforma é para a instituição se enquadrar no espírito da revolução permanente do mundo. 

Não há dúvida de que são imprescindíveis ações que compatibilizem as despesas à receita. Contudo, não é essa a principal estratégia, até porque a Unisul é uma instituição sólida e a dívida não é uma assombração e deverá ser superada, justamente com a modernização acadêmica.

A principal estratégia é reestruturar a Unisul para livrá-la do fantasma da degeneração. O que a USP vai começar a fazer, a Unisul já iniciou há mais tempo: avaliar mudanças nos projetos pedagógicos, reestruturar os modelos de gestão, com a criação das UnAs, e exigir que os cursos sejam modernos e multidisciplinares.  

A preocupação da USP é de não perder a qualidade e a sua posição de a maior instituição do país. A inquietação da Unisul também é de não perder a sua referência de qualidade e de estar entre as melhores do país. 

Para que a Unisul desencadeie a mudança e continue na vanguarda, é de extrema necessidade que os colegiados de cursos, sob a batuta de seus coordenadores, ajam com rapidez nas mudanças de seus projetos curriculares, inovando seus programas ou, se necessário, alterando radicalmente o perfil da carreira a que se propõem a construir. 

O projeto de mudança da Unisul está muito à frente de todas as demais instituições brasileiras, considerando que não se limita a atender a uma demanda de ingressos, mas trabalhar a Educação Permanente, em que qualquer cidadão encontre respostas aos desafios pessoais em nível de conhecimento e às exigências de uma realidade social, econômica e cultural que vive em constantes mudanças. Não é mais o jovem, egresso do segundo grau, que está precisando de formação, mas todos nós, que corremos o risco de defasagem se não tivermos a preocupação com a atualização do conhecimento. A Unisul quer que o cidadão encontre em seu cenário respostas eficientes às suas necessidades. 

É com essa visão que se está construindo a NOVA UNISUL e, com certeza, o risco fica por conta de quem insistir em permanecer na velha. 

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