Pós-graduação é alternativa para aumentar contato entre pesquisadores de língua portuguesa
Durante a mesa redonda Cooperação científica no espaço lusófono, pesquisadores brasileiros e portugueses apontaram que as pesquisas conjuntas entre os dois países estão aumentado, mas podem ser ampliadas através dos programas de pós-graduação.
O debate que aconteceu no domingo (25), último dia da XIV Reunião da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) na Universidade de São Paulo (USP), também discutiu formas de aumentar o intercâmbio dos pesquisadores com os países de língua portuguesa na África.
Para o pesquisador português Antonio Coutinho, da Universidade de Lisboa e da Fundação Gulbekian afirmou que a cooperação entre Brasil e Portugal na pesquisa científica aumentou nos últimos dez anos. "A maioria dos vínculos é estabelecida pelos próprios pesquisadores, sem a intermediação de convênios", disse.
Coutinho apontou que o intercâmbio poderia ser aumentado através dos estudos de pós-graduação, que tem grande participação nas pesquisas dos dois países.
Benício Schmidt, coordenador de cooperação internacional da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação, relatou que um convênio com o Instituto de Ciências de Portugal permitiu a criação de 62 programas de pós-graduação conjuntos entre brasileiros e portugueses, envolvendo 22 instituições dos dois países. "Nesses programas, há o compartilhamento dos recursos de pesquisa", afirma. (Agência USP)