Possíveis caminhos para o sucesso escolar, académico, emocional, mental e social dos alunos das escolas portuguesas
Jorge Barros
Pós-graduado e Mestre em Administração e Gestão Escolar, Doutor em Administração e Gestão Educativa e Escolar, Professor no 2.º Ciclo do Ensino Básico no Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio (AESAS), Braga
Atualmente as escolas portuguesas já seguem o que internacionalmente os diferentes estudos têm vindo a revelar, nomeadamente nas faixas etárias até aos 15 anos de idade (do 1º ano até ao 9º ano de escolaridade do ensino básico) em que as escolas já se encontram livres de telemóveis, o que tem permitido às crianças e jovens, no tempo escolar, em vez de estarem ligadas a plataformas de redes sociais (Facebook, YouTube, WhatsApp, Instagram, TikTok, Messenger, LinkedIn, Telegram, Pinterest, X (Twitter), Threads e Kwai) a visualizar os infinitos post publicados pelos influencers e outros desconhecidos, podem brincar livremente no recreio, participar em atividades organizadas pelas escolas, socializarem-se uns com os outros, entre muitas outras coisas benéficas para um crescimento saudável e um processo de ensino e aprendizagem bem estruturado, o que se tem revelado profícuo para os estudantes portugueses. Tudo isto, tem contribuído para a melhoria da saúde mental e da parte emocional de cada discente. Portanto, este reforço da dimensão lúdica da escola vem sucedendo graças a políticas públicas educacionais orientadas nesse sentido que o XXIII e o XXIV Governos Constitucionais, da República Portuguesa, têm vindo a implementar no setor da educação. Tais políticas têm ainda contribuído para a diminuição da ansiedade e da depressão nas crianças e nos jovens em idade escolar, para corrigir atrasos académicos que existiam no passado, entre outros aspetos. Neste âmbito, como pessoa que me interesso pelas questões da educação em Portugal, aliado aos estudos académicos que efetuei e ainda pelo facto de desempenhar as funções de professor há mais de três décadas, julgo que já me autorizam a dizer «que uma grama de prevenção vale mais do que um quilo de remédio», isto é, todos os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas que aplicarem e monitorizarem de forma correta o que se encontra estatuído na legislação portuguesa, publicada pelos governos supracitados de Portugal, certamente estarão mais próximas do sucesso académico, escolar, emocional, mental e social das respetivas comunidades educativas.