Professora do curso de Medicina do UNIFESO apresenta dois trabalhos em Montpellier, na França
A professora Denise Leite Maia Monteiro, da disciplina Obstetrícia e Ginecologia do curso de Medicina do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), e doutora em Saúde da Criança e da Mulher pelo Instituto Fernandes Figueira (IFF), foi no mês de maio para a França onde apresentou dois trabalhos no congresso de Montpellier “16th World Congress of Pediatric and Adolescent Gynecology” (XVI Congresso Internacional de Ginecologia da Infância e Adolescência). “A aprovação de um estudo brasileiro no exterior é importante como reconhecimento e valorização de um trabalho desenvolvido. É altamente gratificante para o profissional, que desenvolve o trabalho com dedicação, vê resultados satisfatórios, assim como para a instituição que é projetada internacionalmente”, avaliou Denise.
Com o título “Sexual debut and contraception during adolescence” (Iniciação sexual e contracepção na adolescência), o primeiro trabalho constituiu em verificar se as adolescentes utilizam algum método contraceptivo na primeira relação sexual e identificar se aos 6 meses de atividade sexual houve mudança no método empregado. Foram estudadas 1069 adolescentes com vida sexual que foram atendidas pela própria docente no Hospital Federal Cardoso Fontes, no Rio de Janeiro, e Hospital das Clínicas Costantino Ottaviano (HCTCO), aqui em Teresópolis.
A partir deste estudo, Denise chegou à conclusão de que a iniciação sexual ocorre de forma mais cautelosa com maior utilização do condom (como a camisinha é conhecida em inglês). Entretanto, ela constatou que à medida que o relacionamento torna-se mais estável, há tendência para o desuso deste método, aumentando assim o risco de doenças de transmissão sexual. “Com o passar do tempo, o condom é esquecido e a dupla proteção tão propagada na mídia só é praticada por 19% das jovens”, acrescentou.
Ainda tratando de métodos contraceptivos para jovens, o segundo trabalho apresentado pela professora do UNIFESO na França, “Use of contraceptive drosperinone 3 mg/ethinylestradiol 20 microg in adolescents and young adults” (Uso do contraceptivo com 20 mcg de etinilestradiol e 3 mg de drospirenona em adolescentes e adultas jovens), avaliou o uso deste novo contraceptivo administrado por 24 dias e pausa de 4 dias, em um período de 6 meses. O grau de satisfação foi de 87%, com redução dos sintomas pré-menstruais como TPM, edema e ganho de peso por retenção hídrica.
Repercussão nacional
O tema da primeira apresentação foi destaque também na mídia nacional. Denise Monteiro integrou o grupo de especialistas que participou da matéria sobre os 50 anos da pílula anticoncepcional para a rádio BandNews. Entre uma série de entrevistas, o assunto que mais interessou à entrevistadora Inês de Castro foi o abandono do uso da camisinha, em função da confiança adquirida no parceiro com a estabilidade da relação.